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Sugestão pro fim de semana em Pira 13/11/2009

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Gente, a minha sugestão para o fim de semana em Pira é o espetáculo Eu Coisa que Antes Era e me Sabia Gente, do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi Piracicaba. A primeira apresentação será hoje, às 20h, mas quem quiser pode ir no sábado ou no domingo. Pretendo conferir a montagem no domingo! Depois comento por aqui!

Sucesso ao elenco!

Segue abaixo sinopse da montagem:

Com dramaturgia coletiva e direção de Fátima Monis, a peça tem várias de suas cenas construídas em um mundo imaginário, no qual as cidades se mostram em seus interiores.

Espaços internos e externos revelam poeticamente o mundo e nossos conflitos: degradação do meio ambiente, consumismo, solidão.

Com uma estrutura próxima à obra de Calvino, Cidades Invisíveis, cada atriz/personagem discute formas diferentes de estar no mundo, ressignificando o cotidiano.

As atrizes em cena passam pela Cidade Moda, Cidade Consumo, Cidade Massa, Cidade Solidão.

O espetáculo convida o público a fazer uma viagem em busca de uma sociedade sustentável.

O título foi inspirado no poema “Eu Etiqueta” de Carlos Drumond de Andrade.

Sesi Piracicaba

Andaime e suas `Patacoadas` em São Paulo 21/10/2009

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É muito bom quando a gente se identifica com algo e sabe que aquilo está fazendo sucesso e sendo bem aplaudido. Esta satisfação eu tive hoje quando recebi a notícia de que o Grupo Andaime de Teatro, da Unimep, está levando o espetáculo “As Patacoadas de Cornélio Pires” ao Teatro Vento Forte, em São Paulo.

Desejo ao Chapéu, Maria, Neto, Laranjeiras e toda a trupe do Andaime, muito sucesso!!! Que os paulistanos se emocionem e deem muitas risadas com os causos da peça… e sintam como era o nosso passado caipira!

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“As Meninas”, de Maitê Proença, em cartaz até 25 de outubro, em Campinas 03/10/2009

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as meninas maitê

O espetáculo “As Meninas” está em cartaz até 25 de outubro, no Teatro do Parque D. Pedro Shopping, em Campinas. Com texto de Maitê Proença, a trama tem sessões de sexta-feira a domingo.

Já fiz os comentários sobre a excelente qualidade da peça, pois tive a oportunidade de assistí-la no Rio de Janeiro. Leia aqui minha análise.

Minha recomendação: não perca!

SERVIÇO – Espetáculo “As Meninas”, de sexta-feira (2) a domingo (25). Às sextas-feiras e sábados, às 21h; e domingos, às 19h, no Teatro do Parque D. Pedro Shopping(entrada das Flores, avenida Guilherme Campos, 500, Santa Genebra). Ingressos: R$ 50. Duração: 80 minutos. Classificação: 12 anos. Informações: (19) 3756-9890 e 3756-9891.

Fonte: Portal EPTV

Espetáculo “As Meninas”, de Maitê Proença, faz plateia rir de situação trágica 23/09/2009

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as meninas

O espetáculo “As Meninas”, de Maitê Proença e Luiz Carlos Goés, teve suas últimas apresentações entre os dias 18 e 20 de setembro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

A trama vai ganhar nova temporada no Estado de São Paulo a partir de outubro, a começar pela cidade de Campinas, onde Maitê viveu parte de sua vida, e depois pela capital.

“As Meninas” traz um time de cinco excelentes atrizes e suas situações discorrem a partir de um velório, com cenas que transitam entre o cômico e o trágico. Portanto, paulistanos e campineiros, fiquem atentos: peça de primeiríssima linha chega por aí. Simplesmente imperdível!

Num primeiro momento, o que chama atenção no espetáculo é a força de seu texto. A atriz Vanessa Gerbelli dá vida a Consuelo, uma jovem mãe que é assassinada pelo marido por ter cometido adultério. Diante da filha órfã e uma amiga, a morta levanta do caixão e inicia uma viagem a seu passado.

Ao redor do seu caixão estão apenas mulheres, cada uma com sua exuberante personalidade e instigante interpretação: sua filha Rubi (interpretada por Sara Antunes); Luzia, a melhor amiga da garota (Patrícia Pinho); a mãe Berta (Analu Prestes) e Clarisse Derzié (responsável por vários papéis, entre eles o de Linda, mãe do assassino).

As mulheres vivem as mais diferentes sensações, inusitadas para um velório: gargalham, deitam e rolam, dançam, brigam, se abraçam, revivem o passado, falam de suas frustrações e anseios, questionam o papel da mulher na sociedade e se mostram até sem pudores.

Vale lembrar que Maitê se inspirou em seu último livro, Uma Vida Inventada, lançado em 2008 pela Ediouro no Brasil e pela Oficina do Livro em Portugal.

Na literatura existe um certo suspense que ela mantém afirmando fundir realidade com ficção e isto é transposto para o teatro. Na vida real, o pai de Maitê se chamava Eduardo e era promotor de justiça e procurador do Estado. Na obra é chamado de Carlos. Margot, nome verdadeiro de sua mãe, é substituído por Consuelo. Professora de filosofia e música, ela se tornou Secretária de Cultura de Campinas. Aliás, esta cidade até é citada na trama.

O que de fato impressiona é o desprendimento de Maitê para contar a sua própria história com o viés cômico, feminino principalmente, e até infantil, já que são as duas crianças que tomam conta das cenas. Rubi é Maitê e, provavelmente, tem a mesma idade no teatro que tinha a atriz quando a mãe morreu: 12 anos.

Para quem teve a oportunidade de ler o livro, como eu, é melhor ainda. Você se identifica com a narrativa e percebe como a parceria Luiz Carlos Goés/Maitê foi importante. E se por um lado a história parece familiar, por outro, a comédia das atrizes impõe a novidade e o elemento surpresa. Não é uma leitura na íntegra do texto, mas uma adaptação muito bem pensada.

De nada adiantaria a comicidade do texto se não houvesse elenco de primeira para encará-lo, além da excelente direção de Amir Haddad. Luzia, a amiga de Rubi, rouba risadas da plateia em várias ocasiões: “pensei que morto ficasse abatido, mas você está quase bonita”, diz a pequena à defunta, e de “queria que minha mãe morresse só um pouquinho pra eu ficar estranha assim como você”.

A escolha das músicas que compõem a peça é de Alessandro Persson. A sonoridade está presente antes mesmo de o texto ser encenado, quando o público sobe as escadas do teatro e se depara com as mulheres cantarolando e dançando. Em cena, todas juntas, interpretam com afinação a Fita Amarela de Noel Rosa e até ensaiam certa percussão. Outras canções tomam conta da trama, como o momento em que Consuelo se debruça sobre o caixão e entona um trecho da opereta A Viúva Alegre.

Somados à trilha sonora, atuação impactante e a força do texto, “As Meninas” se destaca ainda pelo cuidado plástico na escolha de um figurino onírico, cenário que remete a um velório épico e iluminação versátil, que dá conta de acompanhar distintas situações.

Em tempo:
Estive no Rio de Janeiro para assistir o espetáculo no último dia 18 e não me contive em conversar com a atriz Sara Antunes, que vive o papel de Rubi em “As Meninas”.

Para quem não se lembra, Sara participou em Piracicaba do 3º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), em novembro de 2008, com o monólogo Negrinha, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz e melhor espetáculo na mostra competitiva. Agora, este mesmo espetáculo ganhou incentivo da Petrobras, disse Sara, e vai percorrer o Nordeste. Detalhe: a trama esteve no Rio de Janeiro, foi sucesso entre a crítica e abriu as portas para a atriz em “As Meninas”. A crítica já a classifica como uma das grandes revelações das artes cênicas.

Três situações me atraíram até “As Meninas”: a minha coincidente viagem de férias ao Rio, a adaptação de Maitê e a presença de Sara no elenco. Posso dizer, sem dúvida alguma, que estou feliz por ter presenciado “As Meninas” e que se puder irei novamente à Campinas.

Talvez uma das grandes sensações da noite foi ter visto em meio às fileiras do Teatro Laura Alvim nada menos que a própria Maitê. Ao leitor, informo mais uma vez que não tirei nenhuma foto com a atriz porque, como já disse anteriormente, não gosto de fazer a linha tiete. No entanto, deixo registrado a emoção em ver uma pessoa que admiro não apenas pelo trabalho na televisão. Só posso garantir que aquela mulher é muito linda pessoalmente, não é apenas uma beleza da TV!

Ao leitor, se ainda restam dúvidas se merece ou não ser assistido, vale lembrar que o espetáculo foi classificado com um dos três melhores da temporada em terras cariocas.

+ do mesmo
Trailer do espetáculo As Meninas

Entrevista com Maitê Proença no Programa do Jô

4º Fentepira: comissão divulga espetáculos selecionados 09/09/2009

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Eduardo Okamoto, em "Eldorado", espetáculo que lhe rendeu indicação ao prêmio Shell 2009. Foto: Fernando Stankuns

Cena de "Eldorado", espetáculo com Eduardo Okamoto que será apresentado no 4º Fentepira. Em 2009, ator foi indicado ao prêmio Shell e em 2007 recebeu prêmio de melhor espetáculo no 2º Fentepira, por "Agora e na Hora de Nossa Hora". Foto: Fernando Stankuns

Já estão definidos os espetáculos que irão competir no 4º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), que este ano acontece de 21 a 29 de novembro.

A comissão organizadora recebeu mais de 150 inscrições de oito Estados brasileiros.

Os responsáveis pela análise foram Abílio Tavares, Dagoberto Feliz e Sônia Azevedo.

 É preciso lembrar sempre que o evento é uma realização da Secretaria Municipal da Ação Cultural e organização da Apite! (Associação Piracicabana de Teatro)

Categoria adulto
Espetáculo A Ver Estrelas, Grupo Travessia – Santa Bárbara D’Oeste
Espetáculo Beira Rio, Cia Estável de Teatro Amador de Piracicaba (Ceta)
Espetáculo Eldorado, com Eduardo Okamoto – São Paulo
Espetáculo Manter em Local Seco e Arejado, Cia PH2 – São Paulo
Espetáculo Marias, Coletivo Estalo – Piracicaba
Espetáculo Nekrópolis, Formação 10 da ELT – Santo André
Espetáculo Réquiem, Cia Lazzo – São Paulo

Categoria criança e adolescente
Espetáculo Astros, Patas e Bananas, Cia Katharsis – Sorocaba
Cindi Hip Hop, Núcleo Bartholomeu de Depoimentos – São Paulo
Histórias Brincantes de Muitas Mainhas, Cia do Abração – Curitiba

Minha nota
Eba! Teremos coisa boa por aí! Da minha parte posso elogiar Beira Rio, Marias e Nekrópolis… estou louco para ver Okamoto em cena, pois em 2007 perdi sua elogiada atuação.

Clique sobre o logo para ler a íntegra do release encaminhado por Valéria Rodrigues, da assessoria de comunicação do Fentepira.

logo_fentepira

4º Pirateatrando começa em 2 de setembro 01/09/2009

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A Apite! (Associação Piracicabana de Teatro) realiza de 2 a 8 de setembro o 4º Pirateatrando (Mostra de Teatro de Piracicaba), que serve como seletiva municipal para o Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba).

A novidade deste ano é que os grupos puderam optar, no ato da inscrição, entre integrar a mostra competitiva ou apenas apresentar o espetáculo.

A entrada é gratuita

Participam da seletiva

2 de setembro – 20h – Sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Espetáculo Acorda,vem ver a Lua!
Cia Tuhu, da Escola Waldorf

3 de setembro – 20h – Sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Espetáculo Tipo Brasileiro
Cia Te-ato de Teatro

4 de setembro – 22h – em frente ao Cemitério da Saudade
Espetáculo A Noiva do Defunto (foto)
Grupo Andaime de Teatro, da Unimep

5 de setembro – 20h – Antigo Teatro do Bairro Monte Alegre
Espetáculo Marias
Coletivo Estalo

6 de setembro – 18h – Sala 2 do Teatro Municipal
Espetáculo Acerto de Contas
Via Láctea Produções

6 de setembro – 20h – Sala 1 do Teatro Municipal
Espetáculo Jovem Werther (foto)
Companhia Ítaca Produções Artísticas

7 de setembro – 16h – Sala 2 do Teatro Municipal
Espetáculo O Pequenino Grão de Areia
Grupo Cochichonacoxia, da Unimep

7 de setembro – 20h – Sala 1 do Teatro Municipal
Espetáculo Beira-Rio
Companhia Estável de Teatro Amador de Piracicaba (Ceta)

Participam da mostra Pirateatrando (não competem)

4 de setembro – 20h – Sala 1 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Espetáculo Invisíveis (foto)
Cia Pro-Cênica

5 de setembro – 19h – Sala 2 do Teatro Municipal
Apresentação de peças curtas
Oficina direção Senac

08 de setembro – 20h – Sala 2 do Teatro Municipal
Espetáculo A Falecida
Alunos do curso técnico em ator do Senac Piracicaba

Teatro Dr. Losso Netto tem novas datas para atrações 05/08/2009

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Como forma de prevenir a proliferação da gripe H1N1 — conhecida como Gripe Suína — a Secretaria Municipal da Ação Cultural anunciou a nova agenda do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, suspensa até o dia 17.

22 de agosto, 22h
Grupo Ternamente Eclético, com o show Jobim e Piazolla (previsto inicialmente para 5 de agosto)

Espetáculo A Falecida, na 6ª Mostra de Artes Cênicas do Senac21,22 e 23 de agosto

29 de agosto
Coral Nossas Vozes (antes programado para sexta-feira, 7)

11 e 12 de outubro
Alunas da Academia Corpo Livre, com o espetáculo Monstros GRA (antes 13 e 14 deste mês)

18 de outubro
Espetáculo infantil O Gato de Botas, da Roma Produções (estaria na casa de espetáculos dia 16 de agosto)

Aguardam confirmação:

Quinteto Villa-Lobos (que estava agendado para quinta-feira, 6). Provavelmente em setembro

Concerto Encantos da Natureza, com a Orquestra Piracicabana de Viola Caipira (que apresentaria no sábado, 15)

Putz Grill, com Oscar Filho (que se apresentaria no sábado, 8)

Abstrações, no projeto Prata da Casa, com Phil Prates, Fernando Defavari e amigos (a apresentação anterior seria em 13 de agosto)

 Cancelado
Espetáculo Boca de Ouro (antes no dia 16 de agosto), da 6ª Mostra de Artes Cênicas do Senac

Teatro Municipal Dr. Losso Netto cancela programação até 17 de agosto 03/08/2009

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Teatro Municipal Dr. Losso Netto (Small)

A programação de agosto do Teatro Municipal Dr. Losso Netto está suspensa de hoje (03) até o dia 17. O cancelamento se deve a gripe H1N1, conforme informou a Secretaria da Ação Cultural.

 Com a aplicação da medida, a agenda direcionada às comemorações dos 242 anos de Piracicaba, completados no último dia 1º, fica prejudicada. No entanto, acredito que a decisão da secretaria demorou a ser anunciada, até porque alguns teatros da região – como Limeira e Americana – já adotaram tal postura.

Segundo a diretora do espaço, Heloísa Guerrini, a Ação Cultural vai estudar o deslocamento de algumas atrações para outros espaços, como o Engenho Central. No entanto ainda não existe este conograma.

Abaixo, a nota oficial da Semac, e logo depois as atrações que estariam em cartaz no período, segundo informações do Viva Cultura (informativo oficial da secretaria).

A Secretaria Municipal da Ação Cultural informa que até o dia 17 de agosto todos os espetáculos programados para o Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” estão cancelados, em razão da gripe A (H1N1).

A decisão foi tomada a partir da orientação da Secretaria de Saúde para evitar a concentração de pessoas em locais fechados. A partir do dia 17, há expectativa de que o clima “esquente” e se reduz a propagação do vírus.

As apresentações poderão acontecer em duas situações: os espetáculos que puderem ser realizados em um espaço alternativo, ao ar livre, serão transferidos para o Engenho Central. Os demais terão suas datas reagendadas.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: semac@piracicaba.sp.gov.br e nos telefones do Teatro Municipal: 3433-4952 / 3433-3264.

 

Atrações canceladas

Dia 5, quarta-feira
Projeto Prata da Casa com o Grupo Ternamente Eclético

Dia 6, quinta-feira
Apresentação com o Quinteto Villa-Lobos

Dia 7, sexta-feira
Apresentação com o Coral Nossas Vozes

Dia 8 e 9, sábado e domingo
6ª Mostra Senac de Artes Cênicas – Apresentação do espetáculo A Falecida, com os alunos do Técnico em Arte Dramática do Senac Piracicaba

Dia 8, sábado
Espetáculo cômico Putz Grill, de Oscar Filho

Dia 12, quarta-feira
Mostra individual da artista Virgínia Welch

Dia 13, quinta-feira
Projeto Prata da Casa – Apresentação de música instrumental Abstrações e lançamento do CD de Fernando Nepomuceno, com Phil Prates, Fernando Defavari e Amigos

Dias 13 e 14, quinta e sexta-feira
Espetáculo de ginástica Monstros G.R.A, com Alunas da Academia Corpo Livre

Dia 16, domingo
Espetáculo teatral infantil O Gato de Botas, com a Roma Produções Artísticas.

Dia 16, domingo
6ª Mostra Senac de Artes Cênicas – Apresentação do espetáculo Boca de Ouro, com os alunos do Técnico em Arte Dramática do Senac Franca

Espetáculo “Marias”, do Coletivo Estalo, em destaque no bairro Monte Alegre 17/07/2009

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marias
O Coletivo Estalo, formado pelas atrizes Marina Henrique e Gabriela Elias, pelo maestro Eduardo Américo e pelo videomaker e iluminador Paulo Heise leva ao tradicional bairro do Monte Alegre, aqui em Piracicaba, o espetáculo “Marias”. A sessão de estreia aconteceu hoje (17/07/2009), às 20h, mas novas sessões estão marcadas para amanhã, 18, e domingo, 19, no mesmo horário. Depois disso a peça permanece em cartaz até 9 de agosto, sempre às sextas, sábados e domingos, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).

Amanhã, provavelmente, coloque no blog a matéria que fiz para o caderno Fim de Semana.

Confesso que estou ansioso para ver o trabalho, pois me encantei com a motivação do grupo, com o espaço escolhido para interpretação, iluminação, figurino, sinopse, tudo…

Espero, muito em breve, comentar mais sobre o espetáculo neste espaço.

Como ainda não assisti a peça, deixo abaixo a sinopse que a trupe enviou.

 

“Marias”, livremente inspirado no poema “A Infanticida Marie Farrar” de Bertold Brecht, retrata um universo de solidão e abandono, onde, na busca por saídas, um mundo particular é criado.

Marias vivem só numa casa no meio do nada, uma singela hospedaria empoeirada. Lá, cantam ao vento seu silêncio à espera de viajantes, que, vez ou outra, para se esconder do frio da noite passam por ali e enchem de vida aquelas vidas abandonadas.

Marias apreciam a presença,

Marias esquecem a presença,

Marias se revelam na presença de seus hóspedes,

“… para que se possa ver como sou eu… como é você…”

4º Fentepira começa a ser discutido! 11/07/2009

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fentepira (Small)

Em 2008, tive a chance de acompanhar bem de perto o 3º Fentepira, desde a posição do juri, um pouco do trabalho da organização e o desempenho das companhias. Até por trabalhar apenas na redação, acabava o expediente e seguia direto para o teatro. E ali ficava. Aprendi muito e conheci pessoas geniais.

O 4º Fentepira ainda vai demorar um pouco, pois acontece em novembro, mas vejo que a classe teatral – especialmente os três diretores da Apite! - estão com os ânimos a 1.000 por hora. Anselmo Figueiredo, Barbosa Neto e Felipe de Menezes querem que o festival se aproxime do que sonharam em 2005, quando as reuniões que o originaram tiveram início.

Não sei se consegui expressar todos os anseios da Apite! para 2009, mas esta semana fiz uma matéria (leia aqui) sobre os principais passos para que o evento seja um sucesso. E será, pois acima de tudo existe preocupação, debate e gente comprometida: de Sesi a Esalq, do Tusp ao Sesc, duas secretarias, entre outras entidades. Sair um pouco dos eixos é normal, aceitável… o importante é que o pessoal nunca fica de braços cruzados!

As incrições para os grupos interessados vão começar logo este mês (de 27 de julho a 26 de agosto). Depois disso vem a fase de seleção, escolha do juri de premiação… e já em fase de discussão estão as mostras palalelas, as parcerias, o formato da abertura e enceramento, etc!

Vamos esperar até lá e “esperar” também que todos os ideais se concretizem! Nada melhor do que ver nossos sonhos transformados em realidade. Que a Apite! tenha em 2009 o Fentepira que sonhou!

1ª Mostra de Teatro São Pedro & Águas de São Pedro em Cena 10/07/2009

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mostra-em-cena

13/07 | 20h | Cine Teatro | São Pedro
Abertura com a presença do apresentador do Programa Vitrine da TV Cultura, Rodrigo Rodrigues
Apresentação do Grupo de Teatro Pingo D’Água, de Cordeirópolis
Espetáculo “João Pacífico, o Poeta do Sertão”

14/07 | 20h | Cine Teatro | São Pedro
Cia. Truks Teatro de Bonecos São Paulo
Espetáculo “Os Vizinhos”

14/07 | 20h | Centro de Eventos | Águas de São Pedro
Grupo Andaime Teatro Piracicaba
Espetáculo “A Noiva do Defunto”

15/07 | 20h | Cine Teatro | São Pedro
Cia. Hatitude Em Cena São Paulo
Espetáculo “Ninguém tem Medo de Dora Izadorano”

15/07 | 20h | Centro de Eventos | Águas de São Pedro
Ceta (Companhia Estável de Teatro Amador)
Espetáculo “O Ferreiro e a Morte”

15/07 | 22h | Museu Gustavo Teixeira | São Pedro
Grupo Teatral ta Lento, de Americana
Espetáculo “Sobre Vivências”

16/07 | 10h | Praça Matriz | São Pedro
Grupo Pavanelli, de São Paulo
Espetáculo “Pinta de Palhaço”

16/07 | 15h | Plataforma | Águas de São Pedro
Cia. São Jorge de Variedades, de São Paulo
Espetáculo “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado”

16/07 | 20h | Cine Teatro | São Pedro
Núcleo N3, de São Paulo
Espetáculo “Sonho de Uma Noite de Verão”

17/07 | 10h | Praça Matriz | São Pedro
Cia Pic Nic, de São Paulo
Espetáculo “Avoar”

17/07 | 15h | Plataforma | Águas de São Pedro
Grupo Pavanelli, de São Paulo
Espetáculo “Pinta de Palhaço”

17/07 | 20h | Museu Gustavo Teixeira | São Pedro
Grupo Teatro do Pé, de Santos
Espetáculo “Argumas de Patativa”

17/07 | 22h | Museu Gustavo Teixeira | São Pedro
Cia. Pro-Cênica, de São Pedro
Espetáculo “Invisíveis”

18/07 | 10h | Cortejo da Santa Cruz ao Centro | São Pedro
Núcleo de Teatro de São Pedro

17/07 | 15h | Plataforma | Águas de São Pedro
Cia. Buraco d’Oráculo, de São Paulo
Espetáculo “A Farsa do Bom Enganador”

17/07 | 20h | Praça Matriz | São Pedro
Grupo de Teatro Ivo 60, de São Paulo
Espetáculo “Gozolândia”

19/07 | 10h | Praça Matriz | São Pedro
Circo e Teatro Rosa dos Ventos, de Presidente Prudente
Espetáculo “Saltimbembe Mambembancos”

19/07 | 15h | Plataforma | Águas de São Pedro
Encerramento com o Galpão Cine Horto Pé na Rua, de Minas Gerais
Espetáculo “Sonho de uma Noite de São João”

Oficinas e palestras

14/07 | 18h | Cine Teatro | São Pedro
Oficina de Partitura Corporal com Fátima Monis (coordenadora do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi Piracicaba)

16/07 | 18h | Museu Gustavo Teixeira | São Pedro
Oficina de Dramaturgia com Stevan Lekitsch (dramaturgo e jornalista)

17/07 | 18h | Museu Gustavo Teixeira | São Pedro
Palestra Trilhas do Teatro no Ocidente, com André Albino (dramaturgo e mestre em letras)

Mais informações:
www.mostraemcena.blogspot.com

“As Três Marias em Busca do Ponto G”: 11 anos de sucesso! 05/05/2009

Posted by Rodrigo Alves in Humor, Teatro.
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Sou fã destes caras e deixo minha nota 10 ao humor praticado por eles.

O trio João Scarpa, Jorge Lope e Tarcizio Rafael – alinhados ao texto de Méri Didone – estão em cartaz há 11 anos com o espetáculo de humor “As Três Marias em Busca do Ponto G”.

As duas apresentações em Piracicaba no ano de 2009 acontecem no sábado (9 de maio, às 21h) e domingo (10 de maio, às 20h), no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”.

Para quem ainda não assistiu mas já ouviu falar, não pense duas vezes, vá!

E se pretende mesmo ir, garanta logo seu ingresso (o teatro lota em todas as apresentações).

Os valores são R$20 (no dia), R$17 (antecipado), R$15 (Clube JP e Unimed) e R$10 (estudantes, professores da rede publica e idosos). Informações: 3433-4952 e 9617-8821.

O Dando Nota dá Três Risadas para As Três Marias.

Grupo Forfé comemora 10 anos 26/04/2009

Posted by Rodrigo Alves in Teatro.
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O Grupo de Estudos Teatrais Força e Fé (Forfé) completa 10 anos em 2009. E para marcar esta ocasião festiva, circulou hoje, no caderno Movimento do Jornal de Piracicaba, uma reportagem de minha autoria.

Tudo começou com um e-mail disparado por Felipe de Menezes à redação. Depois da reunião de pauta com a Cristiane Sanches – este mês responsável pela edição das matérias em Cultura – acertei que trataria do assunto para uma matéria na quarta-feira.

Depois de um imprevisto (que no fundo foi muito melhor), consegui convencer a minha também editora Flávia Paschoal a levar a história ao Movimento, caderno dominical que valoriza os aspectos históricos-culturais locais e da região.

O Forfé nasceu a partir de encontros de jovens na igreja católica e hoje é um grupo respeitado. Apesar de ter se formado com esquetes sobre o evangelo, saiu da igreja com a vontade em abordar outros temas e pesquisar novas possibilidades artísticas.

Como disse o ator Anselmo Figueiredo, foi preciso tempo para romper as barreiras do preconceito entre a própria classe teatral.

Todos os integrantes do grupo que entrevistei ressaltaram uma coisa importantíssima: é graças a Felipe de Menezes que o Forfé está aí celebrando uma década de existência (este ano com previsão de estrear o 20º espetáculo).

Minutos antes de sair da redação na sexta-feira, comprovei esta tese com uma rápida conversa com a editora-chefe do JP, Marisa Setto. Ela disse que em 1999, quando o Forfé nasceu, o Felipe de Menezes não parava de telefonar na redação solicitando matérias.

E se era assim na redação, era também nas salas de aula, quando decidiu abrir inscrições para novos integrantes e chegava para convencer as pessoas a fazerem teatro (tanto é que pelo Forfé já passaram aproximadamente 100 pessoas).

Além de todo este trabalho, havia o desafio dos ensaios. Ao saírem da igreja, foram parar no Centro Comunitário do bairro Jaraguá (até que os moradores sentiram-se incomodados e foram obrigados a sair). Disto, migraram para a Estação da Paulista, mas incomodaram de novo, e percorreram os mais diferentes espaços, do Engenho Central ao próprio Teatro Municipal “Dr. Losso Netto.”

Conheço o Felipe das rodas de discussões – principalmente do Fentepira – e admiro muito a sua determinação. E ao me aprofundar para a entrevista, aprendi a admirá-lo mais ainda.

Galera, chega de rodeios. Clique aqui e leia a matéria que saiu hoje.

forfe-10-anos

Terça Insana em Piracicaba 24/04/2009

Posted by Rodrigo Alves in Humor, Teatro.
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Piracicaba recebe nos dias 24 e 25 de abril o espetáculo “Terça Insana – Oito Anos Luz Tour”, no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”, às 21h, com Grace Gianoukas, Roberto Camargo, Agnes Zuliani e Guilherme Uzeda. 

Os ingressos custam R$ 50 (inteira), R$35 (Clube JP e Unimed) e R$ 25 (estudantes, idosos e professores da rede estadual). Mais informações: (19) 3433-4952.

Abaixo a arte produzida por Erasmo Spadotto sobre as 11 personagens que os quatro atores irão interpretar no espetáculo em Pira.

Vejo vocês por lá. Vou no sábado!

terca-isana2

Antonia Fontenelle quer mais luz 18/04/2009

Posted by Rodrigo Alves in Teatro.
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Bastidores da profissão. Tá aí um assunto que não costumo dar tanta prioridade neste blog, mas que às vezes é inevitável não comentar. Segue abaixo:

A atriz piauense Antonia Fontenelle estava indignada na tarde da última sexta-feira, 17 de abril, quando chegou em Indaiatuba para apresentar o espetáculo “Vidas Divididas”, com Henri Castelli e Fernanda Vasconcellos.

Pelo menos foi o que ela deixou bem claro enquanto conversávamos sobre o espetáculo, que também possui uma apresentação hoje (18), no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”.

“A luz é o quarto elemento da trama e foi feita por Aurélio Di Simoni, um papa da luz, e conta a história junto com a gente”, disse a atriz. “Mas infelizmente, aqui em Indaiatuba, a montagem será prejudicada. Como pode um teatro com capacidade para 700 pessoas ter só um foco de luz?”, disse ela, indignadíssima.

Detalhe: a apresentação em Indaiatuba aconteceu no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba).

Somente depois de falar um tanto “mal” da cidade, dizer que o custo de vida de lá é “elevadíssimo” e que a população possui boa condição social, é que Antonia percebeu que estava dando entrevista para um reporter de Piracicaba e não Indaituba.

Mas só percebeu quando veio a minha pergunta: “mas aqui em Piracicaba está tudo certo, vocês não serão prejudicados?”. E ela: “não, pelo que eu sabia aí está certa a iluminação!”, disse a namorada de Marcos Paulo, que assina a direção da peça, com texto de Maria Adelaide Amaral.

A foto acima é de Rodrigo Lopes e foi extraída do site da revista Contigo.

20ª “Paixão de Cristo de Piracicaba” 05/04/2009

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Conferi ontem (4) a sessão de pré-estreia do espetáculo “Paixão de Cristo de Piracicaba”, que em 2009 comemora 20 anos. Para esta edição, a Associação Cultural e Teatral Guarantã, realizadora do evento, convidou uma mulher para dirigir a encenação, com elenco aproximado de 500 voluntários. Logo que assumiu o compromisso da direção, a campineira Rosana Baptistella declarou que iria dar maior destaque aos papéis femininos. E cumpriu sua promessa à risca, possibilitando ao público uma das melhores adaptações já vista (pelo menos nos últimos oito anos).

Quando elogio a condução de Rosana, faço sem querer desmerecer os diretores dos anos anteriores. Rosana fez algo que eu nunca havia visto na “Paixão de Cristo de Piracicaba” desde que moro na cidade: permitir que uma mulher narrasse os episódios.

Acompanhei três anos da gestão João Prata e me lembro bastante das cavalarias, do ar medieval que transmitia; Dagoberto Feliz (em 2005) apostou na iluminação, deixou de lado cenários ostensivos e quis a proximidade da plateia; e Carlos ABC ousou por três anos, apresentando sempre um espetáculo diferente do outro, conseguindo mostrar em cena uma equipe satisfeita, empolgada e madura.

Mas a Paixão de Rosana tem muita paixão (adoro trocadilhos, todos sabem). E isso se deve a escolha certeira do nome de Carla Sappuppo (da Tragatralha Cia. de Teatro) para o papel de Maria. Embora Carla já estivesse interpretado Maria em duas edições, não me lembro de seu desempenho das outras vezes. O que me recordo destes últimos oito anos que presenciei é de um texto em que Maria sempre esteve um pouco apagada, apesar das muitas aparições. Era uma mãe que sofria calada, que acompanhava o filho, mas que não colocava o seu sentimento para fora. Era uma Maria que não gritava pela dor de perder um filho (quer coisa pior que isto?).

Hoje, conversando com um amigo da área de teatro, ele me disse que o “comportamento da época” é de uma mãe mais contida mesmo e que Carla nas outras vezes foi latina demais, gritando, chorando, esperneando, etc. Mas eu penso que somos latinos e nos indetificamos com expressões e sentimentos próximos à nossa realidade. Do contrário fica uma coisa muito religiosa e menos teatral. E também acho que num espetáculo de grandes proporções como este é preciso que se tenha o exagero, do contrário o público vai ficar entediado. 

Na Paixão de 2009, quem nos introduz na história de Cristo é a própria Maria. Ela começa como um ar alegre  com o nascimento do filho, se mostra uma pessoa zelosa quando Jesus e o encontra pregando para os doutores no templo e quando pede a ele para que fique, mas entende o seu papel na história. E também é uma Maria indignada com a acusação, sofrimento e morte do filho. Tais artifícios – a de Maria mãe, Maria narradora e Maria como integrante da história –  deu maior didatismo à trama. É como se Maria, por ser mãe, explicasse melhor aquela ocasião aos presentes.

Este mérito ninguém consegue tirar de Rosana e Carla. A primeira pela concepção e ideia e a segunda pela força da interpretação, pelo intensa emoção nas falas e gestos. A Maria de 2009, mesmo sem falar, está no contexto da cena: acompanha os passos do filho desde o milagre da conversão da água em vinho, da hora em que se encontra no poço com a Samaritana, na cena da última ceia com os apóstolos, até o caminho da cruz.

As cenas finais são emocionantes: Maria fala do poder em Deus em transformar em gelo as larvas dos vulcões e até de secar os rios e mares, mas jamais de secar as lágrimas da mãe que perde um filho. E quando Jesus está para ser crucificado, Maria diz que uma lança atravessa o seu coração. Esta Maria de Carla e Rosana realmente é uma Maria mãe. E é uma Maria do teatro e não uma Maria de um espetáculo religioso.

Além da interpretação de Carla, contribuíram para o bom andamento da “Paixão de Cristo de Piracicaba” a aproximação – ainda mais! – das arquibancadas, a valorização da iluminação e a escolha de uma trilha incidental variada, ora emotiva, ora de incomodar os ouvidos e ora agitada e frenética.

Confesso que no começo da encenação estranhei ao ouvir uma Maria narradora com áudio de estúdio, esperava que fosse ao vivo. Mas depois de alguns minutos percebi que a dinâmica das cenas não possibilitaria que fosse de outra forma, até porque Carla Sappuppo faz um verdadeiro malabarismo para caminhar pelo imenso cenário. E haja fôlego!

Este foi o primeiro ano em que consegui assistir a cena em que Salomé pede a cabeça de João Batista a Herodes. Antes a dança era longa demais e o cenário distante do público, o que fazia que pelo menos eu não enxergasse praticamente nada (mesmo usando óculos, meu problema de visão persiste). O Jesus latino de Rosana, interpretado pelo paulistano – e novato – Rico Tavares cumpriu o seu papel e conseguiu até surpreender. Só esperava um pouco mais do Jesus aos 12 anos, pois na ocasião em que ele foi anunciado, deu a entender que assim seria. Depois, analisando, percebi que não haveria mesmo espaço, já que a única cena que o comporta é a do templo com os doutores.

A forma como o diabo tenta a Jesus foi diferente das anteriores. Rosana utilizou quatro personagens, vozes distintas e máscaras para simbolizar o mal. Este mesmo diabo (ou estes) aparece na cena em que Judas se enforca (e a trilha sonora é de arrepiar). Logo no início, quando os três reis magos visitam a Jesus, pela primeira vi um bebê com poucos meses participando do espetáculo (achei o máximo e o mínimo).

Na cena do julgamento de Jesus, no castelo de Pilatos, faltou emoção. O posicionamento dos atores que interpretam o povo não me agradou muito (ficaram na lateral para a plateia). E como todos os anos, num determinado momento da peça, o texto e a atuação deixam de ser teatro para ser bíblia. É nesta hora que você percebe o público desconcentrado, reclamando das arquibancadas, levantando para fumar, tomar coca-cola, etc. É que o espetáculo continua longo – são quase três horas -, mas confesso que desta vez o tempo passou mais rápido. Parabéns Guarantã!

PS: o texto da Paixão 2009 é de Raul Rozados, também da Tragatralha. Longe de cometer injustiças. Didatismo no texto, crédito para ele. Nada mais justo.

Anote:
20ª “Paixão de Cristo de Piracicaba”. De 5 a 12 de abril, às 20h, no Engenho Central (acesso pela Ponte Pênsil). Os ingressos custam: arquibancadas R$ 5 (até 7 de abril) e R$ 10 (de 8 a 12 de abril); camarotes R$ 200 (para grupo de 10 pessoas, até 7 de abril) e R$ 300 (para grupo de 10 pessoas, de 8 a 12 de abril) ou R$ 25 (individual, até 7 de abril) e R$ 35 (individual, de 8 a 12 de abril). Mais informações: 3413-7888. Informações enviadas pelo Engenho da Notícia (assessoria de imprensa do evento).

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A atriz Carla Sappuppo, que interpreta Maria na 20ª “Paixão de Cristo de Piracicaba”, em cena no espetáculo “Filho das Águas”, da Tragatralha Cia. de Teatro

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Dia Internacional do Teatro – 27 de Março 27/03/2009

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Olá amigos bloguistas,
abaixo, um JPEG que recebi da Fátima Munis, do Sesi Piracicaba, por ocasião do Dia Internacional do Teatro, comemorado (?) hoje!

teatro

Hoje tem Patacoadas? Tem sim senhô! 25/03/2009

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andaime

O sétimo dia da Semana do Teatro de Piracicaba (quarta-feira, 25 de março) tem como atração o espetáculo “As Patacoadas de Cornélio Pires”, no Teatro Unimep. E o que é melhor: free pass!!!
Infelizmente não poderei comparecer, mas a NOTA 10 já está dada!
A realização é da Apite! (Associação Piracicabana de Teatro).

+ do mesmo
Meus comentários sobre o espetáculo

PS>
Amigos e colegas bloguistas, espero que no máximo no final de semana tenha tempo para postar alguns comentários sobre o Café Filosófico que participei na noite de segunda-feira, 23, no Bar Cruzeiro, debatendo com Iara Machado e Maria Helena Bastos, sobre o tema “A Necessidade da Arte Contemporânea”.
A semana está agitada dos dois lados, no JP, onde estou na produção de um suplemento especial que circula sábado, e em Saltinho, com os projetos, matérias e discussões!
Não abandonei o blog!
Bjos e todos!

Café Filosófico – Convite 22/03/2009

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dandonota

Semana do Teatro em Piracicaba 19/03/2009

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Entre os dias 19 e 29 de Março, a Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), realiza a Semana do Teatro em Piracicaba, com apresentação de espetáculos no Sesi, Sesc, Praça José Bonifácio, Teatro Unimep e Teatro Municipal Dr. Losso Netto.

A programação inclui ainda a realização do Café Filosófico, no Bar Cruzeiro, dia 23, às 19h30, da qual participo junto com a antropóloga Iara Machado e a doutora em artes Patrícia Leonardelli.

O tema será a necessidade da arte na sociedade contemporânea.

Se alguém quiser aparecer por lá para ouvir nossas considerações, está mais que convidado.

Abaixo está a programação.
Abraço a todos!!!

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Rafinha Bastos – 22 de março – Piracicaba 17/03/2009

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Há exatos quatro meses, Rafinha Bastos, da trupe televisiva CQC, desembarcou em Piracicaba com a sua turnê “A Arte do Insulto”. E agora estará novamente em palcos piracicabanos, dia 22 de março, às 19h, no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”.
Espero que venha com repertório renovado, para que as pessoas não corram o risco de pedirem “bis” e rirem da mesma piada.
O melhor é que desta vez ele estará num espaço adequado, com instalações boas, ar-condicionado, poltronas confortáveis, etc. Da outra vez fiquei p… da vida com as cadeirinhas de plástico, acústica do ginásio e calor insuportável. Só não sei se estarei com saco para ir novamente, mas pelo menos recomendo para quem ainda não foi. É uma stand up que merece ser vista!
Abaixo os posts que publiquei na ocasião

A Arte do Insulto, com Rafinha Bastos
Entrevista com Rafinha Bastos

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Musical “Tieta do Agreste” abre temporada 2009 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto 06/03/2009

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O temporada de espetáculos 2009 do Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” será badaladíssima e eu estarei lá. Amanhã, 7, e domingo, 8, teremos o musical “Tieta do Agreste”, do romance de Jorge Amado, com direção e adaptação de Christina Trevisan e direção musical de Pedro Paulo Bogossian. O musical é protagonizado por Tânia Alves e tem participações especiais de Emanuelle Araújo e Maria do Carmo Soares.
Aguardem na próxima semana meus comentários.

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148 vagas para iniciantes em teatro 11/02/2009

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sem-tituloEra para ser uma matéria sobre as inscrições para aulas de teatro no Sesi. Escrevi o texto semana passada e sem querer ficou na gaveta.

Depois, recebemos na redação informações sobre inscrições na Unimep… resolvemos então fazer um “apanhado” do número de vagas para os iniciantes e o resultado foi esta matéria que circulou hoje no Cultura do JP. Descobrimos 148 vagas!

Maravilhosas histórias: de Ivonete Savino, 51, que esperou mais de 30 anos para ver o seu sonho, e da jovem Maria Cristina Alleoni, auxiliar administrativo e atriz em potencial.

Clique aqui e leia

Conselho de Cultura de Piracicaba 27/12/2008

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conselhocultura

Em 2004, para ser mais mais preciso no dia 17 de junho, acompanhei a posse do Conselho Municipal de Cultura. Ela ocorreu no Engenho Central em clima de grande festa.
Lá estavam José Machado (prefeito na ocasião), Heitor Gaudenci (ex-secretário da Ação Cultural) e quem mais importava e chamava atenção: Gilberto Gil.
A vinda de Gil causou muito barulho na região e até foi acompanhada pela imprensa da região. De fato, foi uma ótima forma que o PT quis fazer para mostrar sua força junto ao governo federal em plena ascendência.
Barulho ali, barulho aqui e muitas matérias a respeito. Falava-se que Gil viria para anunciar uma verba ao Engenho Central, demois desmentia-se, depois era para o Salão de Humor, depois não mais.
E por fim Gil começou a dar um verdadeiro baile na trupe petista. Vinha na segunda, depois não mais; depois na terça, e nada! Até que ele chegou mesmo era em plena quinta-feira, quando quase todos estavam desacreditados!
E por incrível que pareça, ele veio mesmo para dormir nos ombros de Machado. É isso meus amigos bloguistas: me lembro muito bem da cena. A Congada do Divino se apresentando e o Gil cochilando nos ombros do Machado. Foi das cenas mais engraçadas!!!
Mas este post vem para falar de uma das únicas ações de Gil na época: empossar o Conselho Municipal de Cultura de Piracicaba.
Participei de todas as discussões para a criação do conselho, vi o empenho de algumas entidades como o Grupo Andaime – representado por Antônio Chapéu -, o Sesc Piracicaba (com Cleusa Galvani) e por pessoas como o artista plástico Tony Azevedo.
Acontece que a tranquilidade baiana pairou sobre a primeira gestão do conselho, que se encerrou com um grande dilema: por conta da transição dos mandatos Machado-Barjas, ficou sem 16 membros, já que dos 32, 50% precisavam ser indicados pelo poder público.
Os integrantes esperaram a indicação de Rosângela Camolese para a Secretaria da Ação Cultural (em 2005) e mais ou menos entre abril ou maio ela indicou os tais nomes. Em resumo: o conselho atuou cinco meses em 2004 e apenas sete em 2005. E depois de um certo tempo eles reivindicaram uma mudança na lei.
O argumento era de que a entidade não atingia quórum nas reuniões.
Bem, na época eles achavam que mudando de 32 para 24 tudo ficaria mais calmo. E não foi o que ocorreu. Acontece que são 24 membros titulares e mais 24 suplentes. Antes eram 32 titulares e 32 suplentes.
O segundo conselho entrou em cena este ano e ficou sem realizar pelo menos 4 reuniões por causa da ausência dos membros do poder público, já que muitos não compareceram. Diminuir novamente o número seria uma solução? Bem, não tenho esta resposta e nem o próprio conselho.

Toda esta história eu coloquei aqui no Dando Nota porque ela não está presente na matéria que fiz hoje para o Jornal de Piracicaba, com o título Crise na Cultura. Como diz Marcela Benvegnu, “é muita informação!!!” e nem tudo coube na matéria sobre os atuais problemas do conselho. Vale dizer que a atual formação já está com uma visão mais madura sobre o seu papel representativo e só está preocupada em fazer as reuniões realmente acontecerem!

Se você se interessou sobre o assunto ligado à política cultural da cidade, essencial para que a cultura se desenvolva de forma participativa, pode ler a matéria em Minhas Matérias, ou clicando aqui

Piracicaba por… Patrícia Leonardelli 09/12/2008

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A jornalista, doutora em artes e atriz  Patrícia Leonardelli descobriu o seu lado caipira durante sua estadia por Piracicaba, de 23 a 30 de novembro, enquanto fazia parte do júri do 3º Fentepira.
Hoje dei uma “fuçada” em seu blog e li as impressões que teve da cidade. “Tanta coisa boa que eu vi desse interior, que tem uma vida e uma verdade e um amor tão sem vaidade pela arte que eu achei que nem existisse mais, nesse nosso mundo tão “pau-na-mesa”", diz Patrícia.
Ela também clicou algumas paisagens piracicabanas, como o rio e o Engenho Central, além da colega de júri Bri Fiocca passeando pelos espaços.
O blog da Patrícia é o http://dolcissima.zip.net/
Vale uma boa visita, não apenas por este post, mas pela sensibilidade de seus textos!
A foto acima retirei do endereço, sem prévia autorização!

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“O Pássaro Azul” no 3º Fentepira 02/12/2008

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A simplicidade do espetáculo “O Pássaro Azul”, atração de quarta-feira (26/11/2008) no 3º Fentepira, foi o que mais me conquistou em toda a encenação, idealizada pela Cia. Levante, de Santo André.
Na fábula, Titil e Mitil são dois irmãos que empreendem a busca mística por um pássaro azul. A trama, embora não tenha sido classificada como espetáculo infantil pela organização do festival, cai muito bem para crianças. Mas ao mesmo tempo não deixa de ser adulta e juvenil.
Digo isso porque coincidentemente sentei ao lado de três crianças durante a encenação no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”. A idade delas, certamente, era de 8, 10 e 12 anos, pela aparência.
Era como se elas estivessem na história, vivenciando cada descoberta dos irmãos Titil e Mitil. Sem contar que a reação delas crianças era totalmente diferente dos adultos. Por exemplo, quando apareceu uma personagem mascarada, com aspecto de bruxa, todas fizeram cara de espanto. E teve até uma que exclamou: “que medo!”.
Além desse caso houve sucessivas risadas da criançada, que estavam totalmente desconexas dos adultos, o que mostra que a Cia. Levante conseguiu produzir um espetáculo para públicos de diferentes idades.
O simbolismo está presente durante toda a encenação de “O Pássaro Azul”, reflexo da obra do poeta, dramaturgo e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), prêmio Nobel de Literatura e que foi acusado de “herege” pela Igreja Católica. Talvez seja pelo fato de sua obra conter, entre outros, o diálogo com pessoas mortas, a exemplo de quando os irmãos quando encontram os avôs mortos e também quando eles transitam por um universo em que as pessoas estão por nascer (inclusive conhecem um futuro irmãozinho).
A atuação valorizou dois lados: a música e o texto em si. A trupe não se preocupou com o cenário, mas não faço este comentário em tom de crítica, pelo contrário, para reforçar que havia tantos aspectos densos no espetáculo que o escasso cenário foi suficiente. Isso sem contar a presença da música entre as cenas, um espetáculo à parte: a flauta doce – tocada ao vivo – sugere o canto dos pássaros.
A história escolhida pela Cia. Levante ganhou duas adaptações cinematográficas: em 1939 e em 1976, sendo que neste último caso houve um poderoso elenco (Elizabeth Taylor, Jane Fonda e Ava Gardner). No Brasil, Maeterlinck cativou o ilustre poeta Carlos Drummond de Andrade, que inclusive foi o tradutor de “O Pássaro Azul” para o português (o título original se chamava “L’Oiseau bleu”), em 1962.
O texto, em tom de poesia, faz lembrar histórias épicas como “As Crônicas de Nárnia” e “Senhor dos Anéis”, e aponta como pode existir em duas crianças a fantasia e o sonho, mesmo diante das desigualdades sociais.
Peço desculpas ao pessoal da Cia. Levante pela demora em postar o comentário. Deixo aqui um abraço aos atores Daniela Cavagis e Conrado Gallucci, que integraram a Ceta (Companhia Estável de Teatro Amador), de Piracicaba. Os dois foram ótimos em “A Alma Boa de Setsuan” e naquela época – 2004 ou 2005, se não me engano – já se mostravam muito talentosos. Vocês estão de parabéns!

Rodrigo Alves
+ do mesmo
Blog da Cia. do Levante

Videocast Folha: Irmãos tentam capturar pássaro azul da felicidade

“Negrinha” no 3º Fentepira 02/12/2008

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“Obra de arte é para ser apreciada, não se mexe e não se propõe qualquer alteração”. A frase faz referência ao solo teatral “Negrinha”. Ela foi dita durante uma conversa informal por um dos integrantes do júri do 3º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba) e reflete a unanimidade entre os que assistiram à apresentação da trama na última sexta-feira, 28/11/2008, quando saí do Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” com a sensação de que a adaptação do conto de Monteiro Lobato receberia pelo menos o troféu de melhor espetáculo.
De fato o troféu foi conquistado dois dias depois, no encerramento do festival, e também o prêmio de melhor atriz para Sara Antunes e melhor cenário para Renato Bolelli, além de indicação de melhor direção para Luiz Fernando Marques.
O solo teve capacidade para 100 pessoas, que acomodadas no tablado do Teatro presenciaram a transformação do espaço numa penumbra. Apenas algumas velas permitiram que as pessoas visualizassem o simples cenário: duas penteadeiras em cantos extremos, um banquinho e cortinas brancas que representavam a casa-grande, ou melhor, a Casa de Açúcar.
Em meio a este clima, entra em cena Negrinha, filha de escrava, nascida na senzala e criada pela patroa, que lhe tratava à base de beliscões e odiava qualquer choro de criança. A atuação de Sara demonstrou a força que os sentidos exercem sobre as pessoas: a palavra, o sons, o cheiro e a cor.
Negrinha fez o público voltar ao passado e sentir o drama da escravidão e do processo de libertação dos escravos. A narrativa pesquisa apontou as crendices do período, como a de que casca de alho é um ótimo remédio para a pele, principalmente a dos negros, que pode se tornar esbranquiçada. Ao revirar as cascas, Negrinha fez que o cheiro do alho se espalhasse por todo o teatro.
Negrinha cativou o platéia também pela interatividade. “Que cor você tem?”, perguntava um a um. Eu, por estar ao lado de um dos pontos centrais da trama, acabei me transformando no “cobaia” da personagem, mas me diverti muito. “Pára de escrever e brinca comigo!”, disse, ao perceber que estava com caneta e caderno de anotações.
Recebi a frase com muito susto. Na sequência, Negrinha me apelidou disse que eu era ”esverdeado” e fez com que eu definisse a cor de parte da platéia. Ao perceber que estava repetindo sempre as cores “branca, moreno, mulato, negro”, ela fez a platéia rir: “o esverdeado não tem criatividade”. Logo a primeira pessoa que vi disse: “cor de rosa”. Mais risos do público e Negrinha acrescenta: “aquele tem cor de burro quando foge!”
Depois disso, Negrinha começa a brincar com os grãos. “O milho é amarelo, a canjica é branca e o feijão é preto”. Na base de risadas, ela joga o milho com toda força em minha direção. E diz: “brinca comigo”, como o real pedido de uma criança de pelo menos 10 anos. Pego o milho e jogo em sua direção. E Negrinha ri, pede mais. ”Pode jogar, dói, mas é uma brincadeira divertida! E Negrinha gosta de brincar!”, disse, denotando a solidão de viver em um ambiente escuro, sem carinho e atenção. 
Mas não foi apenas o fato de a atriz apostar na brincadeira cênica que me prendeu ao espetáculo, mas sim por presenciar uma personagem se transformar com tanta facilidade. Sua meiguisse deu lugar à ira e até nos fez chorar em alguns momentos pelas injustiças brancas cometidas ao longo dos séculos. “A minha liberdade termina aonde começa o seu tapete”, disse. “O açúcar era preto, mas o branco deu um jeito e o fez branco!”
Ao final da apresentação, o público, antes de aplaudir, fez silêncio. “Estão todos rezando”, disse um dos integrantes do júri. Provavelmente havia ali uma oração, mas com certeza era na tentativa de redimir todos os erros do passado, uma espécie de sentimento de culpa despertado naquele momento por Sara Antunes.

+ do mesmo
Conto “Negrinha”, de Monteiro Lobato
Texto sobre o trabalho de pesquisa e concepção do espetáculo

Foto: Adalberto Lima 

 

“Folia do Homem-Diabo” no Fentepira 02/12/2008

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Divulgação

A principal lição que a Cia. Teatral Controvérsias deixou ao público do 3º Fentepira no dia 29/11/2008 foi de que a união vale a pena e só leva um grupo ao crescimento. Ao encenar “Folia do Homem-Diabo”, espetáculo adaptado do Auto de Nossa Senhora da Luz, a trupe de Pindamonhangaba soube exacerbar a constante busca que move o ser humano, os obstáculos em meio ao caminho e os constantes pecados capitais.
Antes que o público presenciasse o espetáculo, a trupe usou de dois artifícios de aproximação: na entrada serviu pequenas doses de vinho. E ao invés de acomodar os presentes nas 670 cadeiras do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, os levou para uma arquibancada, dando aí um tom intimista.
O chão era feito de terra vermelha, cenário em que pisam personagens como Deus, anjos, diabo, prostitutas, curandeiros, umbandistas, espíritas, pastores, santos católicos e muitos outros que assumiram seu posto para narrar a luxúria, inveja, gula, mentira, ira, preguiça e vaidade. A crítica do texto se estende às instituições governamentais, à ganância humana e ao sistema empresarial.
O homem criado por Deus após a existência do paraíso aparece em cena nu e aos poucos vai se vestindo e se despindo, conforme as ocasiões. Em sua busca constante, este homem entra em contato com sentimentos como arrependimento, angústia, sofrimento, solidão, mas também experimenta a riqueza e as festas (como o Carnaval!).
A exacerbação entra em algumas cenas, necessárias e na medida certa, como o sexo – oral e explícito – entre o personagem e uma prostituta e dois homens beijando. No debate o grupo explicou a classificação “18 anos” e disse que já passou por saias-justas, com a presença de freiras e de familiares. Nada demais para quem compreende a necessidade de ser versátil no teatro.
Em meio à variedade de cenas, a trilha sonora foi um dos destaques – com direito a percussão, muito samba e carnaval – e aclamada como a melhor do festival segundo a escolha dos três membros do júri. Em momentos determinantes da peça, os atores entoaram músicas próprias, reflexivas em relação aos sete pecados pregados no enredo. E muito exercício corporal, seguido de figurino bem elaborado, digno do prêmio de melhor figurino concedido pelo júri oficial do festival.
Algumas frases de impacto usadas no espetáculo ajudaram o texto a ficar mais atrativo. Coisas parecidas com “cada um escolhe a sua história e a forma como ela será contada depende da audácia do seu autor”, “quando o homem inventa a ferramenta, a ferramenta reinventa o homem” e “o diabo é somente o homem quando se afasta do bem”.
Deixo duas sugestões ao grupo: a de repensar o uso do gelo seco nas cenas ou de pelo menos diminuí-lo. Estava na primeira fileira e sofri a noite nota depois de ser bombardeado constantemente por aquela fumaça. E a segunda dica: continuem unidos e em busca do objetivo de vocês. Acompanhei o debate e o que mais me chamou a atenção foi a humildade com que receberam as sugestões do júri, à forma como atenderam bem ao público nas perguntas e o sorriso que mostraram no rosto diante da vontade em fazer teatro!

Lista dos premiados do 3º Fentepira 01/12/2008

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Na noite do domingo (30/11/2008) aconteceu o encerramento do 3º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), com o espetáculo convidado “O que seria de nós sem as coisas que não existem”, do grupo Lume, de Campinas. Depois disso teve o anúncio dos vencedores em 12 categorias mais três menções especiais. Ao final da entrega dos troféus, Marco Antônio Rodrigues falou em nome do júri. “A gente tentou de forma consciente fazer justiça”, disse Rodrigues.
A lista com o resultado está logo abaixo.

negrinhapatacoadas3Melhor espetáculo pelo júri oficial
Empate entre “Negrinha”, do Coletivo em Cor, de São Paulo
“As Patacoadas de Cornélio Pires”, do Grupo Andaime de Teatro, de Piracicaba
2º lugar: “O Pássaro Azul”, da Cia. Levante, de Santo André

Melhor espetáculo – Júri popular
Vencedor: “As Noivas de Nelson”, da Cia. Paulista de Artes, de Jundiaí
Indicados:
“As Patacoadas de Cornélio Pires”
“Top! Top! Top!”, da IVO 60, de São Paulo

Melhor direção:
Vencedor: Luiz Carlos Laranjeiras por “As Patacoadas de Cornélio Pires”
Indicados:
Luiz Fernando Marques por “Negrinha”
Antônio Rogério Toscano por “O Pássaro Azul”

Melhor ator
Vencedor: Bruno Agulhari por “As Patacoadas de Cornélio Pires”
Indicados:
Guido Campos Corrêa por “A Terceira Margem do Rio”, do solo do Sertão Teatro Infinito e Cia, de Goiânia
Marcelo Peroni por “As Noivas de Nelson”

Melhor atriz
Vencedora: Sara Antunes, por “Negrinha”
Indicada: Mariana Leite, por “Top! Top! Top!”

Melhor ator coadjuvante
Vencedor:
Barbosa Neto, por “As Patacoadas de Cornélio Pires”
Indicados:
Edivaldo Zanotti por “As Noivas de Nelson”
Duda Macedo por “Folia do Homem-Diabo”, da Cia. Teatral Controvérsia, de Pindamonhangaba
Djair Guilherme, por “O Rei dos Urubus”, da Cia. Dos Gansos, de São Paulo

Melhor atriz coadjuvante
Vencedora: Vivi Massoli, por “As Noivas de Nelson”
Indicadas:
Thatiane Lopes, por “Folia do Homem-Diabo”
Ana Flávia Chrispiniano, por “Top! Top! Top!”

Melhor texto inédito
Vencedor: Antônio Rogério Toscano por “O Pássaro Azul”
Indicados:
Tuta Serzedello por “Zé Mané, Primazé e Outro Zé”, da Cia. Falbalá, de São Paulo
Sara Antunes por “Negrinha”

Melhor trilha original
Vencedor:
Alberto Santiago e Cláudio Fernandes por “Folia do Homem-Diabo”
Indicados:
“Papagaio Real”, da Cia. As Meninas do Conto, de São Paulo, para Guilherme Maximiniano e Girlei Miranda
“As Patacoadas de Cornélio Pires” para Jonas Beck e Luis Carlos Laranjeiras

Melhor iluminação
Vencedor: “O Pássaro Azul”, para Wagner Antônio
Indicados:
“A Terceira Margem do Rio”, para Ricardo Grillo
“As Noivas de Nelson”, para Guilherme Bonfanti

Melhor figurino
Vencedor: “Folia do Homem-Diabo” para Adbailson Cuba
Indicados:
“O Pássaro Azul”, para Cláudia Shapira
“As Noivas de Nelson”, para Juliana Fernandes

Melhor Cenário
Vencedor: Renato Bollelli por “Negrinha”
Indicados:
Juliana Fernandes por “As Noivas de Nelson”
Shell Jr. por “A Terceira Margem do Rio”

Prêmio destaque do júri (menções honrosas)

Grupo de Teatro Andaime
Pela pesquisa de dramaturgia e resgate da obra de Cornélio Pires em “As Patacoadas de Cornélio Pires”

Cia. Levante
Pelo trabalho coletivo de interpretação em “O Pássaro Azul”

Ivo 60
Pela adaptação da obra de Henfil em “Top! Top! Top!” para teatro de rua

Júri de premiação:

Bri Fiocca, atriz que já integrou o Departamento de Recursos Artísticos da Rede Globo e que nos últimos 40 anos de profissão esteve ligada a produção, divulgação, interpretação e direção, assim como educação em artes cênicas. Em 2008, ela compôs o júri de premiação do 32º Feste (Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba).

Marco Antônio Rodrigues, diretor de teatro e fundador do Grupo Folias D’Arte, de São Paulo.

Patrícia Leonardelli, graduada em jornalismo com mestrado em artes; atua em artes e dança

Observação: lista obtida com a organização do 3º Fentepira
Crédito das fotografias: “Negrinha”, por Adalberto Lima e “As Patacoadas…” por Thiago Altafini

Em breve as novidades velhas… 30/11/2008

Posted by Rodrigo Alves in Teatro.
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2 comments

buddy2

Olá a todos! É tudo ao mesmo tempo agora. Vou tirar o domingo para dormir um pouco mais, acho que estou precisando.
De qualquer forma, acho correto justificar algumas coisas. Estou devendo os comentários sobre Fentepira, em especial os espetáculos “O Pássaro Azul”, “Negrinha” e “Folia do Homem-Diabo”, que acompanhei esta semana no Teatro.
Prometo que amanhã (segunda-feira, 1) farei a atualização.
No mais posso adiantar a minha modesta posição: “Negrinha” tem sérias chances de receber os pr~emios Melhor Espetáculo e Melhor Ator!
Merecidamente, palavra de esverdeado (explico o termo depois).
A cerimônia de entrega dos prêmios do Fentepira vai ser hoje, depois do espetáculo “O que seria de nós sem as coisas que não existem”, do Grupo Lume (Campinas/Unicamp), às 20h.
Se quiser ler a matéria que saiu hoje sobre o espetáculo/encerramento, clique aqui.
Bjos a todos!

assinatura23