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Biblioteca de Piracicaba ganha blog 31/07/2009

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Ela foi inaugurada em 1939 pelo então prefeito Ricardo Ferraz de Arruda Pinto. Naquele tempo, as mídias existentes na cidade eram apenas os jornais impressos. Mas passadas sete décadas, ela acompanhou a tecnologia e entra agora para o universo virtual. É a Biblioteca Pública de Piracicaba, que leva o nome de seu criador, e que já possui um blog para interagir com seus frequentadores. O endereço é http://bibliotecadepiracicaba.wordpress.com/

Com um visual clean – obedecendo, portanto, aos padrões de navegação atuais – o blog foi desenvolvido por Ivo Tozi, funcionário da biblioteca. Segundo post recente, em apenas uma semana já foram contabilizados 500 acessos. Quem quiser conferir o espaço, vale lembrar que ele traz não apenas atualizações de notícias da biblioteca, como também informações históricas, dados sobre a nova biblioteca (que está em construção e deve mudar de endereço ainda este ano) e sobre prêmios tradicionais, como o Escriba (de contos e poesias). Há também um link específico para sorteio de livros, jornais antigos e hemeroteca.

Aí está uma iniciativa muito importante. Deixo meus parabéns a todos os funcionários e também a Lucila Calheiros Silvestre, diretora do espaço!

Palestra de Gay Talese no Twitter 07/07/2009

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Gay Talese

O jornalista e escritor Gay Talese está neste momento no Masp (21h de terça-feira, 7/7/09), onde ministra uma palestra. E para os fãs do imediatismo – e também aqueles que não puderam ir -, a Revista Imprensa teve como iniciativa “twittar” o conteúdo. Isso mesmo, as principais aspas desse ícone estão na página Assim Falou Talese.

Clique aqui e acompanhe (mesmo se não tiver uma conta do Twitter).

Notícias da Flip no Educativa nas Letras 02/07/2009

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Ok! Paraty está transpirando literatura esta semana e você está envolto em seu cobertor, sofrendo de frio. E se assim como eu, não pode comparecer na aclamada Festa Literária Internacional de Paraty, a alternativa é colocar as cobertas nas costas e ficar na frente do micro, teclando e descobrindo o que rola por lá.

Então, clica de vez no endereço certo, blz?

Aqui de Pira, a terra da pamonha, três representantes de peso estão lá acompanhando tudo de pertinho. E trazendo os flashs diretamente pelas vias virtuais. É a equipe do Educativa nas Letras (foto), Alexandre Bragion (músico e doutorando em teoria e história literária), Lucila Calheiros Silvestre (diretora da Biblioteca Municipal) e Carmelina Toledo Piza (a contadora de histórias).

Sim, ao invés de apenas sugarem o conteúdo da Flip para o seu programa de rádio – transmitido aos sábados, das 10h às 11h, e domingos, às 21h -, eles estão teclando por lá e inserindo as novidades no blog do Educativa das Letras, a exemplo do que já fizeram na Festa Literária da Mantiqueira.

Idéia boa, para aquecer os ânimos! Então clique aqui e conheça as novidades de Paraty.

Ensinamentos do camarada Brecht 25/06/2009

Posted by Rodrigo Alves in Literatura.
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angelo bonfáNum desses sábados frios, para ser mais preciso na noite do dia 20 de junho, plena véspera do inverno, estava em um bate-papo gostoso na casa de minha amiga-irmã Valéria Rodrigues, acompanhado de uma boa companhia que é a Míriam Miranda, e levei embora emprestado o livro “Pólítica Essencial”, escrito por Angelo Bonfá (sim, o pai do famoso músico da Legião Urbana).

Começarei hoje a leitura da publicação, que de imediato adianto, acho que está muito produtiva para um momento como este que passamos em nosso país.

Mas os comentários do livro – cuja orelha é assinada pelo deputado João Herrmann – vou deixar para depois.

Quero, aqui, deixar uma mensagem aos meus amigos bloguistas de plantão.

Uma mensagem que está na contra-capa do livro e que foi escrita por nada menos que o camarada Bertold Brecht.

Que sirva, pelo menos, para alguns minutos de reflexão. Se passar desses minutos, que seja uma reflexão para a vida toda!

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

Clube de Autores: publique seu livro de graça! 25/05/2009

Posted by Rodrigo Alves in Informática, Literatura.
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Você possui na gaveta de sua casa alguns rascunhos que estão ficando amarelados com o tempo e o sonho é adiado ano a ano. Não para de escrever e acumular pastas no seu computador, mas grana, que é bom, nunca sobra. E quando percebe, o sonho de ver um livro publicado fica cada vez mais distante.

De olho nos milhares de livros anônimos pelo Brasil afora, dois empresários da área de web lançaram há dois meses o Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br), primeiro site nacional que permite a publicação gratuita de obras de forma 100% sob demanda e sem qualquer custo para o autor.

Em dois meses de existência, o espaço contabiliza 127 livros publicados e até agora o sistema virtual garantiu a venda de mais de 500 exemplares.

O clube nasceu da junção de duas empresas, a IGroup (especializada em planejamento estratégico digital) e A2C (voltada à tecnologia e design digital). Seus responsáveis são Índio Brasileiro Guerra Neto, que atuou como diretor comercial do UOL, e Ricardo Almeida, especialista em planejamento e gestão de projetos digitais.

“A grande vantagem do sistema está na isenção de custos para o autor, diferente do que acontece hoje, em que a pessoa precisa trilhar duas alternativas: ou encontra uma editora que se interesse pela obra ­ o que é cada vez mais raro para escritores iniciantes ­ ou precisa firmar parcerias, desembolsando para isso pelo menos R$ 1.000″, garante Almeida, em entrevista por telefone ao Jornal de Piracicaba.

Para que a pessoa tenha a sua obra à venda, são quatro passos simples e rápidos: ela publica seu livro, diz quando quer que esteja pronto, o site vende e depois envia o pagamento via depósito bancário ao autor. “A nossa proposta não é concorrer com as empresas tradicionais, mas fomentar a cultura de uma forma que novos escritores tenham a possibilidade em ter a sua ideia publicada. Não vai demorar muito para que alguns autores que hoje estão no site alcancem tanto sucesso e procurem pelas editoras tradicionais”, destaca Índio Brasileiro.

Ao fazer o cadastro, o usuário precisa mencionar dados da conta bancária, para que a empresa deposite as comissões referentes à venda dos exemplares. Os passos seguintes correspondem a preencher campos com informações pessoais, título e subtítulo do livro, arte da capa, tamanho e cor da fonte (o próprio endereço disponibiliza algumas artes prontas, mas você pode enviar uma criação sua, caso prefira). “O autor possui total direito sobre a sua obra e se depois de postar o livro, achar que não valeu a pena, pode cancelar o cadastro”, informa Almeida.

O processo final consiste no envio do texto, obrigatoriamente no formato PDF, tamanho A5 e com no mínimo 40 páginas e máximo 500. Em alguns minutos o espaço irá fazer o upload de todo o conteúdo e você precisará informar o valor que deseja receber pelos direitos autorais (a empresa inclui a este montante R$ 25,20, referente aos custos de edição, administrativos e logísticos, mais 18% em cima do valor do direito autoral, equivalente a impostos e meios de pagamento).

O interessante é que você poderá encaminhar o link do site à sua lista de e-mails. Uma vez lá, todo e qualquer usuário pode adquiri-lo via comércio eletrônico. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o comprador, sendo que o autor recebe os direitos autorais após acumular-se um montante mínimo, de R$ 300. “Para as pessoas que possuem dúvidas em relação ao procedimento, criamos alguns tutoriais, em formato slideshow”, diz Índio Brasileiro. Para esta modalidade, o endereço é www.slideshare.net/clubedeautores (entre as aulas estão a forma de se obter o ISBN e como divulgar o livro).

A obra mais vendida até agora é livro “Atalho ­ Crônicas do Dia Seguinte”, da escritora baiana Lêda Rezende, radicada em São Paulo há 11 anos. Ela vendeu 105 livros a R$ 43,61. “Hoje se paga muito para editar um livro. Não que eu tivesse dificuldade em patrocínio, porque sou médica e sempre aparece laboratório para patrocinar. Mas era uma alternativa que desconsiderei, para não vincular o meu trabalho a qualquer nome. Descobri a ferramenta por um blog e postei dois livros. Resolvi confiar e nunca tive problemas. É uma nova forma de divulgação de autores que escrevem super bem e não têm acesso às editoras e ao mesmo tempo uma alternativa de divulgar a nossa cultura, o pensamento de cada um”, diz Lêda, autora também do livro “O Ato e o Todo”, à venda no site, e de dois blogs na internet (blogs.abril.com.br/leda e ledarezende.blogs.sapo.pt).

Publicado no caderno Tribos, em 24 de maio de 2009

Noite de autógrafos de “Laís, Um Anjo de Luz – Vida, Pra que Te Quero Vida?” 03/05/2009

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Em outubro de 2007, durante uma das reuniões de pauta semanais, recebi como tarefa a produção de uma matéria sobre o livro “Laís, Um Anjo de Luz – Vida,  Pra que Te Quero Vida?”, de Vera Lúcia Rasera Zotelli.

Quase ninguém sabe muito de nossa rotina, mas geralmente temos que lidar com três ou quatro matérias por dia. O ritmo é sempre apertado e priorizamos muitas das entrevistas por telefone, pois uma simples saída da redação implica aproximadamente em 2 horas de trabalho (isso entre ida, volta e entrevista), sem contar o tempo para escrever depois (se levarmos em conta que a rotina de redação é de 7 horas diárias).

No caso das matérias sobre livros, nem sempre temos tempo para ler o conteúdo por completo antes das entrevistas. E quase sempre fazemos a conversa por telefone, apesar das fontes estranharem.

E assim eu planejava fazer a matéria do livro de Vera, que caiu nas minhas mãos logo na segunda. Mas quis a força das palavras contidas na obra, que eu lesse todos os capítulos. E confesso que talvez tenha sido um dos poucos que consegui chegar ao final em tão pouco tempo: quanto mais eu lia, mais me envolvia com a força de Vera e mais eu chorava, afinal de contas perdi um irmão de 4 anos de meningite e imagino a dor de uma mãe ao perder o filho.

Mas o livro de Vera me cativou não apenas pela coragem que teve em expor sua história, em colocar a ferida num assunto recente. O livro me comoveu por ser o tempo todo um empurrão para as nossas vidas, por mostrar que a gente precisa lutar e seguir a vida com esperança.

Esta foi a sua postura em todo o momento em que a filha Laís viveu. E uma postura de mãe que soube aproveitar todos os momentos ao seu lado. Uma postura que é impossível descrever.

Se eu pudesse dar a recomendação de qual obra deva ser realmente lida, eu diria sem dúvida alguma que esta obra se chama “Laís, Um Anjo de Luz…”.

Sim, a entrevista com Vera aconteceu por telefone, mas estávamos tão próximos, tão conectados que até parecia que eu já lhe conhecia por muito tempo.

E o mais engraçado é que depois de alguns meses, nos conhecemos pessoalmente. E Vera me salvou!

Estava com dores de cabeça intermináveis e que se prolongavam por duas semanas. Depois de muitas aspirinas e até consultas com outros profissionais, lembrei-me de Vera – que é cirurgia-dentista – e liguei em seu consultório. Rapidamente fui atendido, ela diagnosticou que eu estava tencionando os dentes quando dormia e as dores vinham daí. Em alguns dias a placa para dormir ficou pronta e a minha dor sumiu.

E eu só aumentei a minha admiração por Vera.

Não sei se poderei estar presente, porque na terça-feira, 5 de maio, tenho sessões na Câmara de Saltinho, mas quero deixar como sugestão aos meus amigos bloguistas:

Dia 5 de maio, às 19h30, na Livraria Nobel do Shopping Piracicaba, acontece a noite de autógrafos do livro “Laís, Um Anjo de Luz…”, com direito a apresentação do Coral Dom Bosco.

Para quem quiser comprar o livro, o valor é R$ 29 e o telefone para mais informações é 3434-5388.

Se você quiser conhecer um pouco desta história, a minha amiga Marcela Benvegnu produziu uma matéria sobre a noite de autógrafos. Vá no Virtual Paper do JP e procure pelo Caderno Movimento. Clique aqui.

A matéria que produzi em 2007 também está presente neste blog. Para ler, clique aqui.

PS: Inicialmente havia colocado uma foto tirada pelo Alessandro Maschio, mas encontrei no site da APCD a que ilustra este post, em que Vera está com um sorriso muito bonito. A imagem está disponível no endereço http://www.apcdpiracicaba.org.br/ssb/ss.cgi?link=ad3210991&linkend=true&layout=

Agenda Cultural Piracicabana de cara nova! 15/03/2009

Posted by Rodrigo Alves in Literatura.
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Uma das maiores divulgadoras da literatura em Piracicaba, Ana Marly de Oliveira Jacobino, sempre manteve com carinho o seu blog Agenda Cultural Piracicaba, em domínio do UOL. Mas na semana passada ela foi surpreendida por um aviso estranho, que dizia que a capacidade do endereço havia se esgotado. Diante da mensagem, ela me enviou um e-mail e eu tentei de todas as formar ampliar a capacidade, mas o endereço não possuía esta possibilidade.
A única solução foi migrar de espaço para o Blogspot, que possui espaço razoável e acredito que dê para escrever por um bom tempo sem se preocupar em perder o endereço. A opção do layout foi minha, mas é a mesma disponibilizada pelo Blogspot, com todas aquelas limitações, mas porém muito agradável.
Quem quiser visitar o espaço, aí está a minha recomendação. Ela já incluiu posts novos por lá e está muito caprichado, como sempre.
Vamos lá bloguear Ana Marly!
Clique
aqui e conheça o novo Agenda Cultural Piracicabana.

LivroClip: o livro animado na internet 22/02/2009

Posted by Rodrigo Alves in Curiosidades, Informática, Literatura, Vídeo.
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livroclip

Pitty ao lado de Alvares de Azevedo, o Funk como Le Gusta conjugado com Haroldo de Campos e os caras do Cachorro Grande cantando uma canção para Mário de Andrade. A julgar pelo período em que vivem, isto seria impossível, né? Mas agora temos a primeira livropédia brasileira, o LivroClip.
Para quem não conhece, o link do endereço é
www.livroclip.com.br, aonde estão reunidas obras literárias em aulas multimídia na internet. São 80 livros, de clássicos nacionais a universais, disponíveis para download gratuito.
O projeto, com a finalidade de incentivar a leitura, tem o apoio da Secretaria do Estado da Cultura e transforma trecho de obras em animações, com trilhas sonoras atuais.
Não entendeu direito com a coisa funciona? Então veja o vídeo abaixo, um livroclip de “Memórias Sentimentais de João Miramar”, do escritor Oswald de Andrade, com trilha de Nação Zumbi. E também informações sobre Monteiro Lobato, o escritor que previu o futuro em “O Presidente Negro”.

Paulo Maluf, Zé do Caixão e Eduardo Paes são Jack, o Estripador na versão brasileira 18/01/2009

Posted by Rodrigo Alves in Literatura.
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jack_lojaO que o prefeito do Rio de Janeiro, Paulo Maluf e Zé do Caixão tem em comum? Para os internautas do site www.geracaoeditorial.com.br, eles seriam Jack, o Estripador, na versão brasileira.
Pra quem achou estranha a comparação, as respostas estão logo abaixo.
Esta foi uma estratégia de divulgação da Geração Editorial para o lançamento do livro-reportagem “Jack, o Estripador – A Verdadeira História, 120 Anos Depois”, de Paulo Schmidt.
A brincadeira foi lançada em seu site e os internautas foram convidados a usar a criatividade para responder à pergunta: “Se Jack, o Estripador estive vivo e morasse no Brasil quem ele seria?”
Os três mais criativos, pela ordem, foram Eduardo Paes, Maluf e Zé do Caixão

Dennys Amaro
Se Jack Estripador fosse brasileiro, seu nome seria Eduardo Paes, atual prefeito eleito do RJ, simplesmente porque dividiu o setor da saúde, educação, segurança, meio ambiente em tantos partidos diferentes para retribuir as alianças políticas, que até o verdadeiro Jack ficaria com inveja com a quantidade de pequenos pedaços!

Rosângela Cunha
Ele seria naturalmente o Sr. Paulo Maluf, o que é evidente por causa da famosa frase dele sobre violência contra as mulheres: ESTRIPA, MAS NÃO MATA!

Adrian Nader
Claro que seria o Zé do Caixão, por motivos óbvios: Se veste praticamente igual, é o vilão mais famoso do Brasil e é tão medonho quanto o nosso amiguinho Jack.

Informações sobre o livro, clique aqui

Pra começar a semana… 12/01/2009

Posted by Rodrigo Alves in Literatura.
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Pra começar a semana, uma frase de Machado de Assis. Recebi em um dos e-mails enviados a mim por Ana Marly Jacobino, coordenadora do Sarau Literário Piracicabano.

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Conselho de Cultura de Piracicaba 27/12/2008

Posted by Rodrigo Alves in Artes plásticas, Cinema, Literatura, Teatro, música.
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Em 2004, para ser mais mais preciso no dia 17 de junho, acompanhei a posse do Conselho Municipal de Cultura. Ela ocorreu no Engenho Central em clima de grande festa.
Lá estavam José Machado (prefeito na ocasião), Heitor Gaudenci (ex-secretário da Ação Cultural) e quem mais importava e chamava atenção: Gilberto Gil.
A vinda de Gil causou muito barulho na região e até foi acompanhada pela imprensa da região. De fato, foi uma ótima forma que o PT quis fazer para mostrar sua força junto ao governo federal em plena ascendência.
Barulho ali, barulho aqui e muitas matérias a respeito. Falava-se que Gil viria para anunciar uma verba ao Engenho Central, demois desmentia-se, depois era para o Salão de Humor, depois não mais.
E por fim Gil começou a dar um verdadeiro baile na trupe petista. Vinha na segunda, depois não mais; depois na terça, e nada! Até que ele chegou mesmo era em plena quinta-feira, quando quase todos estavam desacreditados!
E por incrível que pareça, ele veio mesmo para dormir nos ombros de Machado. É isso meus amigos bloguistas: me lembro muito bem da cena. A Congada do Divino se apresentando e o Gil cochilando nos ombros do Machado. Foi das cenas mais engraçadas!!!
Mas este post vem para falar de uma das únicas ações de Gil na época: empossar o Conselho Municipal de Cultura de Piracicaba.
Participei de todas as discussões para a criação do conselho, vi o empenho de algumas entidades como o Grupo Andaime – representado por Antônio Chapéu -, o Sesc Piracicaba (com Cleusa Galvani) e por pessoas como o artista plástico Tony Azevedo.
Acontece que a tranquilidade baiana pairou sobre a primeira gestão do conselho, que se encerrou com um grande dilema: por conta da transição dos mandatos Machado-Barjas, ficou sem 16 membros, já que dos 32, 50% precisavam ser indicados pelo poder público.
Os integrantes esperaram a indicação de Rosângela Camolese para a Secretaria da Ação Cultural (em 2005) e mais ou menos entre abril ou maio ela indicou os tais nomes. Em resumo: o conselho atuou cinco meses em 2004 e apenas sete em 2005. E depois de um certo tempo eles reivindicaram uma mudança na lei.
O argumento era de que a entidade não atingia quórum nas reuniões.
Bem, na época eles achavam que mudando de 32 para 24 tudo ficaria mais calmo. E não foi o que ocorreu. Acontece que são 24 membros titulares e mais 24 suplentes. Antes eram 32 titulares e 32 suplentes.
O segundo conselho entrou em cena este ano e ficou sem realizar pelo menos 4 reuniões por causa da ausência dos membros do poder público, já que muitos não compareceram. Diminuir novamente o número seria uma solução? Bem, não tenho esta resposta e nem o próprio conselho.

Toda esta história eu coloquei aqui no Dando Nota porque ela não está presente na matéria que fiz hoje para o Jornal de Piracicaba, com o título Crise na Cultura. Como diz Marcela Benvegnu, “é muita informação!!!” e nem tudo coube na matéria sobre os atuais problemas do conselho. Vale dizer que a atual formação já está com uma visão mais madura sobre o seu papel representativo e só está preocupada em fazer as reuniões realmente acontecerem!

Se você se interessou sobre o assunto ligado à política cultural da cidade, essencial para que a cultura se desenvolva de forma participativa, pode ler a matéria em Minhas Matérias, ou clicando aqui

As profecias de Monteiro Lobato 09/12/2008

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Em 1926, no livro “O Presidente Negro”, Monteiro Lobato narra no seu único romance adulto a disputa eleitoral norte-americana entre um negro, uma mulher e um branco conservador. Obama, Hilary e McCain? Coincidências ou não, especialistas classificam a obra como racista. Outros apontam o seu caráter futurista, ao abordar também a exploração do petróleo no Brasil, o voto eletrônico e a internet.
Este assunto está presente na reportagem de minha autoria, publicada no caderno Movimento do JP, que publico neste blog. Fiquei motivadissímo e quero ler o livro inteiro, já que não tive oportunidade durante a produção da matéria.
Clique aqui e
leia

+ do mesmo
Revista Piauí: Visionário Espiroqueta, por Roberto Pompeu de Toledo
Observatório da imprensa: Barack Obama e Monteiro Lobato, por Deonísio da Silva
Dissertação Unicamp: A figura do negro em Monteiro Lobato, por Marisa Lajolo

Entrevista com Márcia Tiburi 16/11/2008

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Pessoas, amanhã (17/11) tem uma belíssima palestra com a doutora em filosofia Márcia Tiburi. O tema: Afetos e Não Afetos na Sociedade Contemporânea. O local: auditório da Acipi (rua do Rosário, 700, Centro).
A promoção é da Clínica Psyché.
Pra quem curte a moça, seus pensamentos, diálogos e provocações, fiz uma entrevista com ela.
A entrevista saiu hoje no JP (caderno Movimento), mas estou postando no blog.
Para ler a íntegra, clique aqui

abraço,
assinatura

“Sambexplícito”, de Caio Silveira Ramos 07/11/2008

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Olá caros leitores, no caderno Fim de Semana do JP (07/11/08) você pode conferir a cobertura do lançamento do livro do ilustre piracicabano Caio Silveira Ramos, que faço questão de postar aqui. Uma noite muita boa!

germano2A Livraria da Vila, tradicional ponto cultural da badalada Vila Madalena, em São Paulo, estava com um clima descontraído e para lá de festivo na noite de anteontem.

O motivo era o lançamento do livro “Sambexplícito – As Vidas Desvairadas de Germano Mathias”, do piracicabano Caio Silveira Ramos, 37, que traz uma biografia sobre o maior difusor do autêntico samba sincopado.

A noite de lançamento começou às 19h e se estendeu até praticamente 23h. Entre os presentes estavam apreciadores do legítimo samba paulistano, estudiosos da música, fãs de longa data de Germano e até um público mais jovem.

Nomes como Francisco Aguiar, médico do Hospital das Clínicas de São Paulo e estudioso do samba, a antropóloga Betty Mindlin, o cartunista Paulo Caruso, entre outras figuras.

Da safra piracicabana, prestigiaram o lançamento a mãe de Caio, Jandyra Silveira Ramos, e o ex-vereador José Otávio Mentem.

O primeiro a chegar ao local foi o professor de história aposentado Nicola Gris, 68, que acompanha a carreira de Germano desde os 14 anos.

“Ouvia sua música nos programas de calouros no rádio”, disse Gris, que guarda em sua casa vários bolachões do sambista. “A vantagem do Germano é que ele canta e dança ao mesmo tempo. Os sambistas da nova geração que me desculpem, mas só sabem cantar, quando muito.”

Um dos mais solicitados na noite era o sambista Osvaldinho da Cuíca, 68, fiel escudeiro de Germano. “O pecado que se cometeu contra a cultura popular, principalmente na cidade de São Paulo, é que quase nada se registrou. E continua do mesmo jeito, a minha geração está indo embora e ninguém dá importância. É um crime sem perdão. Este livro é um documento precioso, que sinaliza a necessidade de se descobrir São Paulo. É uma iniciativa de um anônimo como o Caio que fortalece a nossa cultura. Quando digo anônimo, não estou desvalorizando-o. É que ele não é jornalista de profissão, não é historiador, mas está preocupado com esse passado importante do país”, avaliou Osvaldinho.

Caio, por sua vez, se posicionou ao lado do ídolo e comemorou a boa receptividade da obra.

“Fico muito feliz em ter amigos tão generosos”, disse. “Acho que a idéia foi bem recebida e o importante é ver o Germano feliz”, completou o piracicabano, que planeja para este mês lançamento com direito a roda de samba com o grupo Inimigos do Batente, no bar Ó do Borogodó, na região da Vila Madalena, e em dezembro no Sesc Piracicaba.

Perto de completar 55 anos de carreira, Germano era só alegria. Não demonstrou abatimento ou cansaço, apesar dos 74 anos.

O sambista soube fazer seu show até mesmo sem cantar. Entre uma dedicatória e outra, descontraía o ambiente com sua singular simpatia.
“Nunca fui tão considerado na minha vida”, disse, enquanto abraçava um dos presentes.

Na sequência, se mostrou surpreso ao ver duas fotografias antigas suas, entregues por um fã.

De imediato, autografou o verso e mais uma vez arrancou risadas entre os presentes. “Nesse tempo eu destruía corações”, brincou o paulistano do bairro do Pari.

Quando o repórter estava para iniciar a conversa, o sambista jogou a pergunta: “Você gosta de mim?”. Respondi: “Sim, claro!”. E Germano completou: “Não tenho culpa do seu mau gosto!”.

Germano disse que a primeira vez que ouviu de Caio a sugestão do livro, menosprezou a idéia. Achava que sua história não havia atingido patamar suficiente para ganhar uma obra literária. “Eu dizia pro Caio o seguinte: vivi muito no meio da malandragem, não tenho muito o que falar e sequer me lembro das coisas direito”.

Mas aos poucos ele foi vencido pela idéia e revirou suas memórias. Passou, então, de amigo a biografado. “Não gosto de datas e o que passou para mim, passou. Penso sempre no futuro.”

Germano, além de ter descoberto um admirador e amigo, se disse satisfeito por encontrar um letrista brilhante. “Esse rapaz tem muito valor, é de sentimento e muita inspiração como compositor. É por isso que em todas as minhas apresentações, sua música é o meu carro-chefe. Eu faço a abertura com o samba dele, que é ‘Lua Nova’”, comentou o Catedrático do Samba, que fez questão de cantar a letra por completo enquanto era entrevistado.

PS: Leia a matéria publicada por mim no Caderno Movimento. Clique aqui ou vá até o canto direito da página e selecione Minhas matérias.

+ do mesmo
Prefácio de Sambexplícito, por Walnice Nogueira Galvão
Resenha do livro, por Mauro Ferreira
Release do livro no Portal Literal
Reportagem do Jornal O Estado de S. Paulo

Dia Nacional do Livro 29/10/2008

Posted by Rodrigo Alves in Literatura.
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Hoje, 29 de outubro, é o Dia Nacional do Livro.
A data foi escolhida porque é também aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.
Essa biblioteca conta atualmente com
60 mil peças no acervo, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas. Antes esse material ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.
A data da transferência foi 29 de outubro de 1810, sendo considerada a data oficial de sua fundação.

+ Do Mesmo
Períodos editoriais
Livros hoje
O cuidado necessário com os livros
Site da Câmara Brasileira do Livro

 

Machado de Assis na www 01/10/2008

Posted by Rodrigo Alves in Informática, Literatura.
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Na última segunda feira (29/09), o país lembrou o centenário de Morte de Machado de Assis. Sou apaixonado por sua obra, em especial por “Dom Casmurro”. Foi por causa desta obra – na quinta série do ensino fundamental - que eu comecei a gostar de ler. E daí por diante não precisa nem falar…
Mas os motivos deste post é que os cibernéticos como eu agora possuem uma novidade: o Ministério da Educação e o site Dominío Público lançaram um site específico do célebre “Bruxo do Cosme Velho*”.
Anotem aí o endereço: www.mec.gov.br/machado
Esse hotsite – com visual super agradável - reúne nada mais nada menos que 246 arquivos de Machado, tudo gratuitamente e ao alcance de um clique. Basta navegar, fazer a pesquisa por gênero e escolher entre romance, conto, poesia, teatro, crítica e miscelânia.
Tem ainda um vídeo muito interessante, com o título “Machado de Assis – Um Mestre da Periferia”
Anotem aí e se deliciem com o site!
Outra boa sugestão é visitar Sampa, mais especificamente o Museu da Lingua Portuguesa, onde está em cartaz a exposição “Mas Este Capítulo Não é Sério”, até 26 de outubro. Estive lá no mês de agosto e pude acompanhar de perto esta mostra, muito bem montada, com ambientes curiosos!

+ do mesmo
Machado de Assis: Um Clássico Contemporâneo
Vida e obra em exposição

*O apelido Bruxo de Cosme Velho surgiu porque Machado de Assis morava na rua Cosme Velho, no mesmo bairro, e tinha o hábito de caminhar falando sozinho. Esta informação eu descobri durante entrevista com a querida Ana Marly Jacobino, apaixonada por literatura, em especial pela obra de Machado.