Sobre jornalismo, ética e briga de concorrentes 12/11/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação, Vídeo.Tags: apagão, briga, briga Record x Globo
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Ontem comemorei ao saber que a CCJ foi a favor da PEC que restabelece a volta do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Mas fico me perguntando sobre alguns exemplos ruins que a imprensa nos dá diariamente, principalmente a nacional.
Quer uma prova concreta de funcionário que se submete a qualquer coisa porque a empresa assim o quer: a atitude da repórter Venina Nunes (Record) ao tentar “furar a fila” de uma colega da Globo, Camila Bonfim. E o pior de tudo: o barraco aconteceu ao vivo e a Record quis se fazer de vítima…
Veja o vídeo até o final, incluindo o trecho em que o assessor de imprensa do Ministério das Minas e Energia aborda a repórter. E também o momento em que a própria Venina se mostra “constrangida”, mas por insistência do apresentador Celso Zucatelli é obrigada a ter uma atitude deselegante.
Concorrência, desde que saudável, deve ser vista com respeito. Mentir na frente das câmeras, não!
Jornalismo e Twitter 06/11/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: EPTV, Twitter
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Sobre diploma, demissões e imprensa 21/10/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: APJ, Diploma, jornalista, repúdio
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Hoje sai uma nota da APJ repudiando as PECs que tramitam em favor da obrigatoriedade do diploma de jornalista. A nota “deve” ser conferida nos periódicos que integram a agência. Merece mesmo ser lida. Lamentável…
Ela diz o seguinte: “A Associação Paulista de Jornais (APJ), entidade que reúne 14 dos principais jornais regionais do Estado de São Paulo, vem a público contestar as propostas em tramitação no Congresso Nacional que visam restabelecer a obrigatoriedade do certificado de conclusão de curso de comunicação social para exercer a atividade de jornalista, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, em junho passado, por tal exigência ser incompatível com a Constituição de 1988.
Se a exigência do diploma universitário, estabelecida durante o regime miltar, já era um anacronismo, a evolução tecnológica a tornou absolutamente despropositada. As PECs (Propostas de Emenda Constitucional) em discussão nas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado 386/2009 e 33/2009, respectivamente, representam um retrocesso frente a uma conquista em favor da liberdade de expressão, assegurada pela Constituição em todos os seis dispositivos, sem quaisquer formas de controle, restrição ou condição imposta pelo Estado.
Tais proposituras nascem sob o estigma da inconstitucionalidade e não poupam esforços em contradizer os preceitos vigentes nas democracias mais avançadas do mundo, onde o exercício da profissão de jornalista dispensa o diploma universitário e os cursos de jornalismo exibem cadavez mais vigor e qualidade inconstetáveis (sic).
Ante a tentativa do Legislativo de inserir na Constituição o que a Corte Suprema já considerou uma forma àlei, a APJ reafirma sua posição em defesa da livre manifestação do pensamento e peque aos parlamentares que preservem uma das mais recentes vitórias do estado democrático de direito contra os resquícios do autoritarismo, afinal, a sociedade tem o direito de ser informada sem qualquer espécie de tutela”.
A nota tem a assinatura de Fernando M. M. Salerno, primeiro vice-presidente e responsável pelo Núcleo Editorial e Liberdade de Expressão e por Renato Zaiden, presidente.
Pegando carona no assunto imprensa, notícia que encontrei no Portal Imprensa:
O jornal norte-americano The New York Times anunciou que pretende demitir cem jornalistas de sua redação até o fim do ano. A decisão, que levará em conta aposentadoria voluntária – de jornalistas sindicalizados ou não – diminuirá 8% do número de profissionais da publicação.
No ano passado, o jornal já havia realizado um programa semelhante, diminuindo a redação de 1.330 a 1.250 jornalistas, além de cortar os salários em 5%. Segundo a agência de notícias AFP, os jornalistas têm 45 dias pra decidir se aceitam o plano ou não.
A foto do dia: metrô em São Paulo 28/09/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.add a comment
Quando vi esta foto no site do bispo, percebi o quanto é bom morar no interior. Um belo exemplo do que algumas horas de chuva… se a ideia era começar hoje na capital o projeto de controle de embarque nos metrôs, os planos tiveram que ser adiados!
Procurei por mais imagens em outros portais, entre eles Folha, Estadão, Terra, Uol. Todos possuiam a notícia, mas nada de fotografia… O IG também estava com uma imagem, creditada a Agência Estado (a segunda deste post).
Clique sobre as imagens para acessar as notícias!
Torne-se um jornalista em 45 horas 21/09/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: Diploma, fim do diploma, jornalista
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Vou deixar os comentários de minha viagem ao Rio de Janeiro para outro post. Ou melhor, para outros posts.
Encontrei no site do Comunique-se uma notícia um tanto assustadora:
Com o fim do diploma para o exercício da profissão de jornalista, já existe na web empresa anunciando curso com 45 horas de duração e apenas R$ 0,88 a hora/aula. Tá barato, né?
A empresa Cursos 24 horas utiliza-se do Google para fazer o seguinte anúncio: ““Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. (Veja imagem nesta página).
A reportagem do Comunique-se, assinada por Sérgio Matsuura, ouviu os responsáveis pelo tal curso. Veja as aspas de Luiz Henrique Campos, supervisor de atendimento da empresa:
Ele diz que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Sobre a qualidade, Campos informa que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. “Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.
Apenas para constar, li a informação no blog Criando Acasos.
O Brasil precisa do Estatuto da Igualdade Racial, infelizmente 10/09/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: Estatuto da Igualdade Racial
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O destaque no noticiário nacional de ontem e hoje é a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial pelo Congresso. A foto estampada e a imagem escancarada pela mídia é a de brancos e negros abraçados, comemorando o ato. “Aqueles deputados que concordam com a aprovação, se manifestem da forma como quiser”, mostra na TV o deputado Carlos Santana, que lidera a comissão. Na sequência, gritos eufóricos e alegres.
Vitória? A Fátima Bernardes garante que sim e o Willian Bonner aparece para lembrar das ressalvas: as cotas na TV foram eliminadas e a reserva de vagas teve um texto substituto. Fora isso, seis anos a Câmara levou para discutir o teor do documento.
A reportagem continua e a repórter Poliana Abritta diz que “o estatuto traz orientações para o governo sobre como tratar os negros no Brasil…”
Ao final, o rostinho branco e bonito do deputado carioca Índio da Costa lembra que o estatuto “deixou de ser um texto que divide a sociedade e passou a ser texto que dá oportunidades diferenciadas de crescimento”. Está tudo certo nesta frase: “diferenciadas” não caiu muito bem para mim… aonde está a “igualdade”?
Zapeando por outra meia dúzia de canais e percorrendo mais uma dúzia de websites, descubro que ainda será preciso voltar o documento ao Senado. E aí sim, teremos no Brasil o Estatuto da Igualdade Racial.
Tento me reconfortar com o pensamento de que dois estatutos no Brasil foram muito importantes – o da Criança e do Adolescente e o do Idoso, mas é engraçado como eles não me servem de conforto. Fico perguntando como pode, um país como o nosso, 500 e tantos anos depois de seu “descobrimento”, precisar de um guia de boas práticas e maneiras para tratar o negro.
Então tá, vamos comemorar!
A moeda própria de Rio das Pedras 31/08/2009
Posted by Rodrigo Alves in Curiosidades, Humor, Interrogação.Tags: Elizeu Góis, moeda própria, Rio das Pedras
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Aconteceu em Rio das Pedras: o presidente da Câmara de Vereadores, Elizeu Góis (PSB), quer implantar na cidade o que ele chama de “moeda própria”. Sua assessoria de imprensa distribuiu um release informando que a moeda teria “a circulação exclusiva no comércio rio-pedrense, para estimular as compras na própria cidade, reduzindo a relação de dependência excessiva dos moradores do município em relação ao comércio piracicabano”.
Para busca informações sobre o assunto, Góis mantém contato com municípios e associações responsáveis pela execução de projetos semelhantes:
esteve em Fortaleza, capital do Ceará, para conhecer o Banco Palmas, instituição fundada a partir de um projeto social em um complexo de habitações populares e favelas chamado de Conjunto Palmeiras, onde vivem cerca de 35 mil habitantes. Lá vigora há dez anos o Palmas, dinheiro de circulação exclusivamente local, com valor idêntico ao do Real.
O vereador pretende conhecer outras experiências existentes no Brasil: em São João do Arraial, no Piauí, projeto de lei determina o pagamento de 25% dos salários dos servidores públicos municipais seja feito em moeda local.
Outro modelo que está sendo considerado por Góis é o da cidade carioca de Silva Jardim, onde está em andamento a implantação do Capivari, dinheiro que está sendo criado para circular localmente. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura local, a cidade tem população semelhante a de Rio das Pedras e padece igualmente da dependência excessiva do comércio de cidades vizinhas de maior porte.
Foto: montagem da nota de 20 dólares sob a foto do vereador. Surge, então, a The Currency of River Stones
Contagem regressiva… 24/08/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.5 comments
Confesso que nunca na minha vida esperei tanto por uma ocasião simples, banal. Desde que as minhas atividades profissionais tiveram início, quando tinha apenas 9 anos, jamais tive direito a férias. Saía da escola todos os dias e ia para Ouro Fino, ajudar o meu pai no seu comércio (ele trabalha com atacado de hortifruti). Nas férias, a rotina começava mais cedo e em determinados momentos o acompanhava até Campinas, acordava bem de madrugada. Aos domingos, estava em pé as 3h, para fazer a feira. E só chegava em casa as 15h, mais ou menos.
A coisa foi se complicado mais ou menos aos 12 anos: além de estudar e ajudar o meu pai no “mercadão”, tinha uma banca de varejo só minha, que abria aos sábados e domingos. No entanto, o preparo começava logo na quarta-feira. O trabalho se estendia das 12h às 20h às sextas e aos sábados das 5h às 14h.
Mais ou menos nesta mesma época começaram a crescer as solicitações para filmagens de casamentos, aniversários, batizados, eventos de todos os tipos. Como era a segunda ou terceira pessoa a ter câmera de vídeo na minha cidade, fazia sem problemas. Ganhava, se me lembro bem, 15.000 cruzeiros. Com a conversão para o URV (Unidade Real de Valor), passei para 40 URV´s, depois R$ 40.
Era um bom ganha pão, só que novamente vinham os problemas: eventos deste porte acontecem aos finais de semana. E passei minha adolescência trabalhando, confesso que ganhando dinheiro até demais. Me recordo que uma formatura devo ter faturado, à epoca, uns R$ 3.000,00.
Quando decidi jogar tudo para os ares uma meia revolta se instalou em casa. Meu pai afirmava: “mas filho, você ganha uns R$ 500 por semana no mercado, mais as filmagens. Aonde vai encontrar um salário destes?”. Como bom adolescente, bati o pé, ajudei a pagar minha escola particular e ao passar no vestibular, saí de Minas sentido Piracicaba, uma cidade até então desconhecida e imensamente maior que a minha (6.000 contra 400.000, ou ao contrário).
Ao chegar em Piracicaba esperava apenas me dedicar ao estudo. Pelo menos este era o objetivo. Mas a grana que tinha acumulado iria se esgotar em apenas um ano, então corri atrás de atividades. Comecei na TV Unimep, depois Centro Acadêmico, depois Centro Cultural Martha Watts, depois A Tribuna, depois deputado João Herrmann, Jornal Todo Dia, JP e Saltinho.
Os anos se passaram e eu aprendi a não ter férias, como nunca tive. Uma semana, no máximo, para passar na casa dos meus pais. E olhe lá!
Até que no ano passado experimentei a sensação em ter 30 dias de repouso. Pela primeira vez, desde os 9 anos. Que sensação maravilhosa! 30 dias sem fazer nada… isso aconteceu exatamente em março de 2008.
Este ano não terei esta possibilidade. Conquistei as minhas férias no JP em setembro, mas meio período terei que cumprir meio período em Saltinho. De qualquer forma, como estas férias começam dia 27, estou na contagem regressiva.
Chega logo sexta-feira!!!
O poder da fé… e/ou o poder de Deus 12/08/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: o poder da fé
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O texto abaixo é de autoria anônima, mas de uma pessoa que admiro muito. Me fez soltar lágrimas de felicidade ao lê-lo. Que sirva de inspiração, motivação, alerta… para todos!
Era uma vez uma menina, bem, uma mulher na verdade.
Ela passou por algumas coisas complicadas na vida e, na sua fé inabalável, foi vencendo uma a uma. Às vezes era a dor que se agigantava, às vezes a saudade, às vezes o medo.. recentemente a solidão que andava fazendo-a blasfemar.
Deus, Senhor de tudo, aparentemente até sarcástico na relação Criardor x Zé Mané, teve que de novo agir. Mandou-lhe mais um sustinho, só para que ela não se esquecer do tamanho e poder da sua fé.
No banho, na noite que antecede um exame decisivo, eis que ela repete o ato que numa oportunidade anterior salvara sua vida.
Banhou-se utilizando o sabonete como uma pedra salvadora, que elimina impurezas do corpo, que “sara todas as feridas”.
Pediu, pediu com fé que não fosse novamente exposta à dor, ao medo, à ansiedade e, principalmente, ao sofrer sem ter alguém amado ao seu lado.
Caiu em prantos e o final do banho foi o início do sentimento de um corpo são.
Promessas trocadas.
Compromissos assumidos.
Certeza que tudo estaria ali acabado.O fim do medo, da ansiedade, do “nódulo bem definido de 1,5 cm” na mama esquerda.
Uma história que não precisaria ter um final expresso. Mas, para se alguma incredulidade ainda pairar: SIM, o exame mais profundo teve sua conclusão: EXAME NORMAL.
O nódulo? rs… não tens fé meu amigo????
Sem lenço, sem documento… 18/06/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: diploma jornalista
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Pessoas, tenho um papel em casa. Devo ter pago por ele mais ou menos R$ 30 mil, em suaves 12 parcelas por 4 anos.
Alguém quer comprar?
Esse papel é o meu diploma de Jornalista, profissão que escolhi em meio a milhares de opções.
De repente descubro que na noite do último dia 17 de junho, o STF decidiu que este valioso papel deve ser igualado ao papel higiênico. Pior: vale menos. Vale nada!
Acho que a partir de agora vou reivindicar na justiça o meu direito de ser médico, acho tão legal! Se der certo, a minha “vaga” ficará “vaga” para engenheiros, arquitetos, professores, advogados, mecânicos, farmaceuticos e outros profissionais de plantão que simplesmente gostam de escrever, cansaram de sua área, e resolveram se “aventurar”, digamos assim!!!
Minha mãe bem que avisou: “filho, você vai ser pobre pro resto da vida!”.
E eu que não ouvi, agora, sou obrigado a informá-la que nem diploma tenho!
Todo mundo adora? 17/05/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: Volkswagen
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Posta aqui um exemplo de mau atendimento!
Sábado, 16 de maio. Enquanto estava no curso de pós-graduação, vi uma oferta nos classificados do JP que me deixou com os olhos estalados: a Volkswagen oferecia um Fox 1.0, quatro portas e mais alguns itens de série por R$ 29.990.
Me espantei com o valor porque na semana passada vi um Fox 1.0 (duas portas) por R$ 31.990.
O que eu fiz? Mais ou menos às 14h estava na concessionária da Volkswagen da avenida Armando de Salles Oliveira.
Não estava nos meus planos comprar agora um carro – queria esperar três ou quatro meses – , mas li no anúncio que as ofertas eram dos últimos modelos 2009.
Também não estava nos meus planos um carro zero, mas o meu pai insiste. Diz que irei precisar para viagens mais distantes (eles moram em Minas, a estrada é ruim e a distância é de 180 quilômetros de Piracicaba).
Depois de ficar 10 minutos perambulando pela tal concessionária, tomei a iniciativa de conversar com um atendente. Até então, eu era um ser invisível em meio a tantas máquinas novas e caras.
Para a minha surpresa, o rapaz me atendeu de uma forma nada gentil, meio com aquela cara “seja rápido, estou de saída para almoçar!”.
Quando ele percebeu que meu interesse aumentou, chamou um segundo vendedor, que eu esperava, fosse mais gentil. Mero engano.
Perguntei a ele qual era o carro da oferta e mais uma vez fiquei surpreso: ele sequer sabia do anúncio no jornal e disse que outra concessionária teria esta informação, na avenida Alberto Vollet Sachs.
Insistente, perguntei se poderia se informar da oferta pelo menos lendo o jornal. E ele disse, em tom muito “educado” que lá não tinha o jornal em mãos e que sequer poderia acessar a internet, porque o computador foi bloqueado para tais finalidades.
Estava disposto a comprar o carro, mas não colaboraram para tal.
Mas percebendo a insistência, o vendedor telefonou para a outra loja (e sequer fui convidado a sentar).
Depois de 30 segundos com outra pessoa do outro lado da linha, o vendedor me deu o telefone e disse: “toma, conversa com ele e tira as suas dúvidas”.
A pessoa que me atendeu ao telefone foi super gentil. Disse que realmente a loja estava com alguns modelos no estoque e que a oferta valia até a segunda. E que estes carros estavam também com o IPVA quitados e que alguns itens incluídos, como desembaçador traseiro, entre outras coisas que não me lembro.
Perguntei se o seguro era muito caro e qual a diferença de valor de um Fox para um Gol. Quando ao seguro, ele disse que os dois automóveis têm valores semelhantes, variando entre R$ 100 e R$ 200 do primeiro para o segundo. E que os valores dos carros eram próximos também.
Ao final, perguntei se a agência estaria aberta no domingo. A resposta: não. Então perguntei até que hora no sábado eles funcionavam. Ele disse até 15h.
Pois bem. Desliguei o telefone, mas antes agradeci ao gentil atendente que estava do outro lado da linha.
Para a minha surpresa, o cara que me atendeu da Armando Salles, aquele que estava na minha frente, me olhava sem a típica cara de bunda. Acho que percebeu que não estava ali para comprar um carro de plástico.
Ele “se dirigiu” a mim com a pergunta: “E aí? Vamos lá ver o carro? Temos o modelo aqui!”.
É claro que eu não deixei barato e disse: “pode deixar, quando eu precisar, irei na Vollet Sachs. Fui muito bem atendido pelo seu colega e acredito que irei fazer uma compra melhor lá”.
Ao final, com a cara de tacho, ele me ofereceu um café. Recusei.
Saí da concessionária indignado com o tipo de atendimento que recebi. E com várias perguntas: “como pode um atendimento desse nível para alguém que vai comprar um produto com custo acima de R$ 20 mil?”.
Imperdoável.
Caminhando à pé para a minha casa, me veio aquele jingle da Volkswagen: “todo mundo adora…”. Eu não!
Os cuidadores do intervalo 11/05/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: Colégio Piracicabano, Jornalzinho, Os cuidadores do intervalo
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Em plena noite de segunda-feira, compartilho uma matéria que circulou no sábado e lhes conto a experiência em fazê-la. Trata-se de uma pauta sobre o projeto Os cuidadores do intervalo, desenvolvido pelo professor de educação física Ricardo Colpas com os alunos do quinto ano do ensino fundamental do Colégio Piracicabano.
A pauta começou a seguinte forma: a Alice, filha da Cristiane Sanches (editora do JP) estuda no Piracicabano. E certo dia a Cris me contou que durante os intervalos, as crianças são incentivadas a brincar como antigamente (bolinha de gude, bambolê…).
Depois de algumas semanas, três ou quatro, apresentei como sugestão de matéria na reunião de pauta e a Flávia Paschoal, minha editora no Jornalzinho e Movimento, topou.
Logo na segunda-feira, 4, telefonei no Colégio Piracicabano para agendar a visita com as crianças. Acertei tudo com a Mírian Diehl, assessora de comunicação, que sempre me recebe com aquele discurso (olha preciso para amanhã!).
Quando cheguei no Colégio na terça-feira conheci o Ricardo e descobri que tratava-se de um assunto totalmente diferente. Em situações normais, somos obrigados a ter uma postura mais rígida, afinal pauta é pauta e eu corro o risco de chegar na redação e levar uma bronca da minha editora, nada mais justo: não foi aquilo que combinamos.
Mas como o projeto do Ricardo possuía conteúdo de peso, corri o risco, fiz a matéria com a maior naturalidade e só informei das mudanças para a Flávia na redação, que também gostou.
Não bastasse este fato, um outro me chamou muita a atenção. É a entrada da psicóloga e psicoterapeuta Andrea Raquel Martins Corrêa como fonte na matéria.
É frequente e quase uma regra nas matérias que especialistas analisem o assunto que está sendo discutido. Isso geralmente em conteúdos de comportamento e educação. Logo, nossa função de repórter é buscar tais especialistas.
No caso da Andrea, ela praticamente saltou na tela do meu computador, como obra do acaso.
É que a Ana Marly Jacobino, amiga e autora do blog Agenda Cultural Piracicabana, pediu que eu incluísse em seu endereço virtual um novo blog que havia conhecido. Era o endereço da Andrea. E eu, ao invés de apenas inserir na página do Agenda Cultural Piracicabana, acabei lendo. E lendo mesmo, do começo ao fim, porque gostei de todos os textos.
Não pensei duas vezes, mandei um e-mail para a Andrea e agendei a entrevista (por telefone, para variar, devido ao excesso de pautas e escassez de tempo). E também linkei a Andrea aqui no Dando Nota, porque seu blog é nota mil.
Depois de escrever o Sermão da Montanha, deixo aos leitores dois links:
Blog Recriando Vínculos, de Andrea Raquel Martins Corrêa (clique aqui)
Matéria do Jornalzinho – Os cuidadores do intervalo (clique aqui)
Feijoada light? 04/05/2009
Posted by Rodrigo Alves in Gastronomia, Humor, Interrogação.Tags: feijoada light
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As segundas-feiras são de pânico na redação, principalmente depois que ligo o Outlook e vejo que minha caixa de e-mails vai estourar com 70 mensagens, 80, 90, 120…
Até que tudo descarregue – no sistema por manivela - passam pelo menos 20 minutos. E até apagar todas as mensagens, mais uns 10 minutos.
O pior mesmo é o resultado final: daquela enxurrada, em média cinco ou seis e-mails são válidos. O resto vai para lixeira porque trata-se de propagandas, pautas que não interessam a um jornal local e correntes das mais diversas.
Vários foram os momentos em que separei o conteúdo absurdo destes e-mails para postar aqui no blog.
Mas a minha indignação está no fato de que eu trabalho em CULTURA e me enviam diariamente pautas políticas, policiais, de saúde, artigos da área de direito, etc.
Neste caso, a culpa não é do estabelecimento em si, mas do assessor de imprensa que não sabe direcionar a mensagem à editoria que realmente interessa. Simplesmente dispara para um mailing de 800 mil jornalistas (e se garantir uma publicação, já está no lucro).
Segue o primeiro exemplo desta lista de aberrações. Por questões óbvias, não informo o nome do estabelecimento (fiz um recorte na imagem).
O título do e-mail era COMIDINHAS VEGETARIANAS
Alguém pode me dizer se existe criação de porcos vegetarianos, que produzam torresmos lights? Porcos com 30 quilos, no máximo? Por favor, me passem o endereço do criadores que isto vale uma pauta e tanto (para o caderno RURAL e não CULTURA!).
Se realmente existe este porco, ele se transformou na feijoada abaixo.

Época: Tolerância se aprende na escola 27/04/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: homofobia
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A revista Época de 24 de abril de 2009 traz a reportagem Escolas ainda não sabem lidar com alunos gays, assinada pela repórter Ana Aranha e com o relato de quatro episódios sobre o despreparo das escolas públicas para lidar com a homossexualidade. Clique aqui e leia.
Entre os casos, está o de Piracicaba, em que um aluno move ação contra a Secretaria de Educação por ter sido ridicularizado por um professor, durante uma aula sobre fotossíntese. Na matéria é abordado também o trabalho que a ONG Casvi (Centro de Apoio e Solidariedade à Vida) promove na cidade.
Não sou de levantar bandeira para nenhum movimento, mas os exemplos citados são de deixar qualquer um indignado. Leia a íntegra da matéria e tire suas conclusões..
Aproveitando a deixa, recebi um e-mail do Anselmo Figueiredo, presidente do Casvi, sobre o blog Amigos da Família Brasileira, que dissemina sentimentos homofobicos nos depoimentos.
Para quem ainda não sabe, provedores de blog como o blogspot, aonde o endereço está hospedado, pode retirar o site do ar caso receba sinalizações de que o conteúdo descumpre a lei.
No entanto, para que isto ocorra, é preciso que o blog seja “sinalizado”.
Abaixo está o procedimento:
01 Entre em: http://amigosdafamiliabrasileira.blogspot.com
02 No topo da página, clique em: SINALIZAR BLOG
03 Uma nova página se abrirá. Clique na bolinha HATE AND VIOLENCE e depois clique em CONTINUE.
04 A página vai mudar, confirmando que o provedor não aceita blogs com discriminação contra orientação sexual. Apenas clique novamente em CONTINUE.
05 A página vai mudar de novo. Sua denúncia está pronta para ser enviada. Basta clicar agora em SUBMIT.
Hoje, 14h, Personalidade em Destaque no Sesc 14/04/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.1 comment so far
Amigos bloguistas, segue abaixo evento que acontece nesta quarta-feira em que participo com mediador.
Quem quiser comparecer, ficarei honrado com a presença.
Abraço a todos!
Personalidade em destaque
Local: SESC Piracicaba (rua Ipiranga, 155, Centro)
Data: 15/04 – Quarta, às 14h.
Convidados: Thereza Alves e José Toledo
Mediação: Rodrigo Alves, jornalista do Jornal de Piracicaba.
Thereza Alves
A voz feminina da seresta com mais de cinco décadas dedicadas à sua grande paixão: a música. Interpreta músicas de Elizete Cardoso, Angela Maria, além de outros ícones do nosso cancioneiro.
José Toledo
Anos de dedicação garantem ao músico boas lembranças de gravações, apresentações em orquestras renomadas e com importantes intérpretes brasileiros.
Participação dos músicos Tito e Marcos.
João Herrmann se foi. Ficam as memórias… 13/04/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: morre João Herrmann
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A minha páscoa estava para ser tranquila neste último dia 12 de abril de 2009, quando estava com a minha família em Inconfidentes, minha terra natal, não fosse um telefonema que recebi logo pela manhã. Nesta ligação, fui informado da morte do deputado federal João Herrmann Neto.
Recebi a notícia com o maior susto, pois Herrmann, ao meu ver, seria eterno. Não que ele vivesse por séculos e séculos, mas uma morte, aos 63 anos, da forma como foi, me assustou. E segundo, pela sua vitalidade e vontade em viver. Para quem teve o privilégio de acompanhar o seu trabalho por dois anos sabe o quanto ele desejava o ano de 2010, no entanto não viveu para isso.
Até mais ou menos 11h30 da manhã troquei muitas ligações e recebi informações sem saber ao certo o motivo da morte de João Herrmann. Num primeiro momento, sabia-se que ele foi encontrado na piscina de sua fazenda, no distrito de São Luís de Guaricanga, em Presidente Alves, onde fica a sua destilaria. Depois li no G1 que o motivo, segundo apontou o laudo, era um edema pulmonar.
Embora tenha chegado em Piracicaba ainda no domingo, não tive coragem de encarar a estrada para ir até o velório em Campinas, no Palácio das Laranjeiras. À noite, ao final do fantástico, vi a informação de que o presidente Lula havia comparecido a Campinas. Logo na manhã desta segunda fui até o enterro, não poderia deixar de dar um abraço na família e nas pessoas que convivi por dois anos e meio.
Polêmico, Herrmann sempre foi muito comentado nas rodas políticas de Piracicaba, mas foi preciso que morresse para mostrar sua força política. Realmente uma pena.
Tive a chance de conviver ao seu lado por dois anos – de fevereiro de 2005 a janeiro de 2007. Graças à sua confiança, tive o meu primeiro registro profissional com carteira de trabalho assinada.
A minha formatura aconteceu em dezembro de 2004 e eu estava muito confuso em relação ao meu destino profissional. Até então trabalhava como repórter freelancer no jornal A Tribuna Piracicabana e queria alçar novos voos, mas tinha, até então, pouca experiência e a vontade de continuar em Piracicaba.
Pelos meus planos, iria morar em São Paulo, mas quis um acidente de percusso que eu conhecesse o JHN, como o chamávamos.
Era fevereiro de 2005 e todas as pessoas que eu encontrava, dizia que meu currículo estava à disposição. Até que um dia recebi um telefonema da então assessora de comunicação da prefeitura, Renata Perazoli, mencionando que o João Herrmann estava montando sua nova equipe política e que havia uma vaga para assessor de comunicação. Segundo me informou, o chefe de gabinete lhe ligou para que concorresse ao cargo, mas como já estava trabalhando com o Barjas Negri, não lhe interessava no momento. Ela achou que eu poderia concorrer e me ligou na Tribuna.
Logo depois que falei com a Renata ao telefone, de imediato diz o contato no gabinete, no bairro Pompéia, e conversei com o então chefe de gabinete, Francisco Nuncio Cerignoni. De imediato, ele adiantou: “olha, se você quiser fazer a entrevista, vai ter que correr. O João está fazendo a seleção neste momento.”
Chamei um moto-táxi e fui com meu currículo embaixo do braço para a Chácara Pompéia. Lá encontrei pelo menos outras cinco pessoas que concorriam à vaga. Sabia apenas que apenas um seria contratado. Cheguei literalmente ao local como um paraquedista: não sabia nada sobre João Herrmann, sua trajetória política, sequer se era um deputado federal ou estadual.
Depois de um belo chá de cadeira, sou chamado a conversar com o deputado. Muito inseguro, confesso. Nem me lembro do que aconteceu naquela sala, mas ao final ele solicitou que todos, depois de entrevistados um a um, escrevessem um texto sobre política e assuntos diversos.
Confesso que naquele momento passei por uma prova e tanto. Não sabia como começar, qual assunto abordar e exatamente o que ele queria, mas coloquei meu cérebro para funcionar e uma semana depois fui chamado ao seu gabinete. Mal sabia que naquela data, ainda próxima do meu aniversário, estava sendo chamado a fazer parte da equipe.
Comigo estava também a jornalista Valéria Rodrigues, anos luz a mais em experiência política. Confesso que de início demorei a aceitar a posição superior da Val, mas hoje ela é para mim uma irmã. E a forma como trabalhamos foi realmente um aprendizado.
O meu primeiro trabalho de assessoria de comunicação na área política consistiu, basicamente, em dar uma nova cara ao site oficial do JHN (é o mesmo que está no ar hoje www.joaoherrmann.com.br). Era apenas o começo de um esforço de uma dupla – Val e eu – que se uniu para desenvolver o melhor que pôde.
Conforme os meses, JHN pegou mais confiança no meu trabalho. Comecei, então, a acompanhá-lo nas suas visitas às cidades do interior. Era o seu “office boy de luxo”, como costumava me apresentar às pessoas. E percorrendo estas quase 100 cidades do interior, vi de perto o quanto ele era querido pelas pessoas, o quanto empolgava no palanque e como estava ao lado de uma pessoa importante.
Os meses se passaram e aos poucos conhecia o outro João Herrmann. Era a todo momento bombardeado por pessoas com informações ruins de seu passado, sobre o período em que atuou como prefeito de Piracicaba (1977 a 1982) e coisas do tipo. Ouvi os dois lados, consultei arquivos antigos de jornais e me informei da forma como pude. E preferi ficar com o João que conhecia naquele momento, o João que era só João. O João que tratava bem a todos os funcionários da equipe, que abordava desde um trabalhador de rua com carisma e que tinha abertura política até no exterior. Este João eu conheci de perto e este João vai deixar saudades.
Me recordo até hoje que sempre tive uma visão distorcida do trabalho de um deputado, até então. “Trabalha-se pouco, ganha-se muitos”, me diziam as pessoas. Com o João vi que trabalho não era moleza: ficava horas sem comer, viajando cidade a cidade, conhecendo pessoas, prefeitos, vereadores, populares, cidades, gabinetes, prefeituras, políticos de todo o tipo.
Às segundas-feiras, João reunia toda a sua equipe política na Chácara Pompéia. Chegávamos às 8h e geralmente levávamos um chá de cadeira dele, aliás, sempre. A reunião começava mesmo por volta das 9h, 930 ou até 10h. E dali só saíamos por volta de meio-dia ou 13h, muitas vezes sem comer nada e direto para as cidades de atuação política.
Nestas reuniões, João fazia sua considerações sobre o mundo político, a leitura do que a imprensa fez durante a semana, comentava dos bastidores políticos e ao final dava a voz a todos os integrantes da equipe. Todos, sem nenhuma diferença, podiam falar o que quisessem. E João ouvia, concordava, discordava, interrompia. Mas ouvia, com o verdadeiro democrata no sentido literal da palavra.
O primeiro grande teste de JHN quanto à eficiência do meu trabalho aconteceu pouco tempo depois. É que em 2005 havia estourado a redução do número de vereadores e ele era veemente contra. Queria que eu reunisse vereadores do Estado de São Paulo para assinar uma carta, que depois seria entregue em Brasília. Fiz, com muito apoio da Val, o encontro a favor da verdadeira representatividade democrática nas Câmaras Municipais. Isso aconteceu em 29 de julho, em Rio Claro, e tivemos a presença de pelo menos 200 vereadores. Confesso que fiquei assustado com tanta gente e saí de lá mais que feliz.
Outro grande feito do JHN e que custou muita lábia da Val foi a transferência do gabinete no bairro Pompéia para a área Central de Piracicaba. E isto de fato aconteceu. Na transferência do gabinete para a rua Santo Antônio, 582, Herrmann mostrou mais uma vez a sua força: prefeitos e vereadores de todo o Estado estavam ali, ao seu lado. Prefeitos e vereadores que meses depois mostraram apenas a admiração pelo “discurso ideológico” de Herrmann, mas que não foram capazes de converter esta devoção em voto (este é um outro tópico que volto mais abaixo).
Ainda em 2005, em maio, JHN realizou um evento festivo e muito agitado, o lançamento do livro “Diretas Já! – 15 Meses que Abalaram a Ditadura”. Aconteceu no Centro Cultural Martha Watts e lá estavam dois amigos e fiéis escudeiros: Dante de Oliveira e Domingos Leonelli. Os três mosqueteiros, juntos, lembraram de um fato histórico em que lideraram em 1984: a apresentação da emenda solicitando as eleições diretas no Congresso Nacional. Herrmann não sabia, mas era o seu último encontro com o amigo Dante, morto meses depois.
Quando a campanha para a reeleição para deputado federal estava por começar – mais ou menos em março de 2006 – tive uma conversa séria com Valéria: tudo o que precisava aprender em termos de assessoria de imprensa em política, praticamente, havia aprendido até ali. Não queria mais ficar no gabinete às quartas, quintas e sextas-feiras e tão menos aos finais de semana. O meu desejo era “colar” no João em todas as suas andanças. Não bastava apenas mais as segundas e terças-feiras e o revesamento entre os três assessores de comunicação (nesta altura já contávamos com a Verônica Guimarães na equipe).
Eu sabia que iria pagar um alto preço por estar lado a lado com o João. Não teria horário, vida pessoal e tempo para mais nada. Mas queria mergulhar de cabeça naquele trabalho e assim o fiz. Achava – e hoje sei que estava certo – que acompanhar o JHN era uma aula por dia. Para mim cada pronunciamento era um aprendizado, cada comentário dele ou simples abordagem sobre qualquer assunto que fosse. Admirava não apenas o Herrmann político, como o Herrmann intelectual.
O resultado nas urnas decepcionou o JHN de uma forma que não sei quantificar, mas naquela noite de primeiro de outubro passamos na sua chácara ouvindo os seus desabafos. Víamos no seu rosto, no olhar, na expressão, no modo de falar, como estava decepcionado: não conseguira com o seu discurso ideológico tornar-se mais uma vez deputado. E ele dizia incansavelmente: “esta é a única vez que eu realmente quero ser deputado. Eu preciso ser eleito, basta-me esta eleição,”
Mas Piracicaba deu-lhe apenas 13 mil votos e o Estado de São Paulo pouco mais de 45 mil e Herrmann ficou em quarto lugar pelo PDT. A vaga de suplente não lhe bastava e dois anos depois teve a chance de ocupar o cargo novamente, com saída de Reinaldo Nogueira para assumir a prefeitura de Indaiatuba.
Na ocasião em que reassumiu como deputado, não estava mais ao lado do JHN. Nesta altura acompanhava o seu trabalho apenas pela internet e pelas noites de cerveja com a irmã que ganhei nestes anos, a Val. Sabia que ele estava mais que feliz com os projetos, da sua luta incansável pelo Projeto Beira Rio, o mesmo projeto que lutara desde a primeira etapa para a obtenção de R$ 4 milhões iniciais e mais R$ 4 milhões. A última notícia que li a seu respeito dizia sobre um encontro na Esalq, para que a cidade não perdesse o Polo Nacional de Biocombustíveis.
Me recordo como se fosse hoje do encontro que tive com ele em sua chácara, meio que às pressas, para anunciar que sairia da equipe. Abordei-o entre uma reunião e outra para dizer que havia encontrado emprego no Jornal Todo Dia, em Americana.
E o João, em tom de indignação, me disse: “mas Rodrigo, você não nasceu para cobrir matérias de mato alto e tapa buracos. Você merece mais!”. Eu, na mesma hora, retruquei: “João, eu preciso me sustentar. Esta é a primeira oportunidade que surgiu e preciso agarrá-la”. Ele, então, me pediu que tivesse paciência, pois todos os que estavam com ele naquele momento não seriam desamparados. Mas eu insisti e disse que da mesma forma que havia entrado para a sua equipe sem indicação política, gostaria de seguir como tal. João, teimoso como tal, fez um favor e tanto: “até janeiro de 2007 você faz parte da minha equipe. Dê um jeito de conciliar os dois trabalhos e aproveite para guardar um pouco de dinheiro enquanto isso.”
Um ano depois, em 2007, recebi um telefonema surpreso do JHN, no dia 27 de fevereiro. Estava me ligando para dar os parabéns pelo meu aniversário. Estava subindo as escadas da Casa do Estudante e o celular tocou. Alegre, com aquela voz contagiante, conversou comigo alguns minutos. Desliguei o telefone sem graça de lhe avisar que o meu aniversário era no doa seguinte, em 28 de fevereiro, mas fiquei com aquela sensação alegre de ter falado com uma pessoa que considerava tanto.
Em outubro do ano passado tive um último contato com JHN, por telefone, para entrevistá-lo sobre os 30 anos de inauguração do Teatro Municipal de Piracicaba, um dos seus principais feitos políticos. Como foi divertido entrevistar o meu ex-chefe em outra posição. A minha voz tremia, sentia medo das perguntas, queria dar o melhor de mim para a pessoa que confiou no meu trabalho no passado.
Desculpe, caro leitor, por este texto longo e nostálgico. Ele é parte – pequena parte – das minhas lembranças. Nunca vou me esquecer da pessoa gentil que foi comigo desde o primeiro momento em que o conheci, dos bate-papos até altas horas, das vezes que ficava bravo (mas nunca mal educado) e dos conselhos.
O sonho de João Herrmann era chegar em 2010. Era o que mais falava. Mas o destino não quis assim. Ficamos assim, sem o João. Eu aqui com as minhas memórias e eternamente grato a oportunidade que me deu, de simplesmente tê-lo conhecido.
Luís Nassif – A morte de João Herrmann Neto
Cecílio Elias Neto – João Herrmann Neto, Joãozinho
Jornal da Cidade de Bauru – João Herrmann morre aos 63 anos
A Tribuna – João Herrmann, um legado de polêmica e lutas democráticas
Evaldo Vicente - João Herrmann, uma visão política em dois atos
JP: Arte é tema de bate-papo 22/03/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: Café filosófico, Semana de Teatro de Piracicaba
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Como parte da grade de atividades da Semana de Teatro – encontro que começou dia 19 e segue até o dia 29, promovido pela Apite!(Associação Piracicabana de Teatro) com apoio da Secretaria da Ação Cultural – acontece amanhã (23 de março), às 19h30, no Bar Cruzeiro, o evento “Café Filosófico”, sob o tema “A Necessidade da Arte na Sociedade Contemporânea”.
Trata-se de um debate aberto com a participação da antropóloga Iara Machado, da professora de dança do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP) Maria Helena Bastos e do repórter de cultura do Jornal de Piracicaba Rodrigo Alves. O encontro é gratuito.
“Queremos encontrar pessoas das áreas artísticas e culturais e, assim, fomentar discussões em torno desse tema”, diz Felipe de Menezes, um dos quatro diretores da Apite!.
“Será uma roda de conversa, um bate-papo que não tem a pretensão de institucionalizar a discussão, por isso será realizado num bar. Sugeri essa atividade mais teórica para a Semana de Teatro, mas ela não tem caráter academicista. Vamos comer, beber e falar de arte”, observa.
“Pretendo levar um pouco da rotina do jornalismo cultural para essa roda de prosa. No dia-a-dia da profissão, temos contato com agentes culturais distintos e cada um tem o seu conceito de cultura”, diz Alves. “Mas a questão que pretendo levantar é se as pessoas consideram a cultura importante nas suas vidas ou se está relegada a um segundo plano, confundindo inclusive arte com lazer”, acrescenta.
SERVIÇO – “Café Filosófico”, amanhã, às 19h30, no Bar Cruzeiro (rua Moraes Barros, 1.321, Centro), na Semana de Teatro. Entrada gratuita. Data, local, horário e programação fornecidos pelos organizadores.
Fonte: Caderno Movimento – Jornal de Piracicaba – 22 de março de 2008
Texto de Marcelo Rocha
Arte de Rodrigo Alves
Revista Época: a publicidade está invadindo os blogs 23/02/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: A publicidade está invadindo os blogs, Revista Época
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A edição de 19 de fevereiro da Revista Época traz uma discussão atual:
como os blogs, conhecidos como mídia alternativa, independente, descolada, estão se entregando ao publieditorial.
Em resumo: é cada vez mais frequente os blogueiros de sucesso ganharem uma grana extra em seus posts. Mas até que ponto isto abala a credibilidade e a tão aclamada independência?
Exemplo da própria reportagem é Caio Novaes, autor do excelente Blogui (daonde inclusive extrai a figura que ilustra este post). Em determinado momento, Novaes faz menção à cerveja Skol enquanto fala de praia, assim, na maior informalidade, para não dar a intenção de propaganda. Mas na verdade é.
Na matéria é mencionado que existe até agência com mailing dos blogs mais acessados, para que as empresas saibam realmente em quem investir. E ter retorno, claro!
Mas o fato é que criticam tanto, mas que tem muito blogueiro aí louco para ser financiado, para conseguir uma graninha com a publicidade.
Me incluo na lista (risos).
A discussão é boa, mas só lendo a matéria. Clique aqui.
Se alguem quiser patrocinar este post, fique à vontade! Risos.
A violência por trás do trote universitário 15/02/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: trote universitário
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Na matéria que fiz para hoje, no caderno Tribos, há a discussão em torno do trote universitário. Fui às ruas para conversar com calouros nos semáforos, procurei por veteranos em repúblicas e ouvi o professor Oriowaldo Queda, co-autor do livro “Trote na Esalq”, além de ter consultado três universidades da cidade sobre o assunto. Todas afirmam que o trote é proibido dentro e fora das instituições e que o ato pode trazer punições ao seu praticante. Para o Ministério Público, trata-se de mero discurso, pois as instituições estariam sendo coniventes, já que na prática não tomam providências.
Nas repúblicas, tive dificuldades em conseguir declarações. Todos têm muito medo de falar no assunto e preferiram o anonimato, sob a alegação de que podem ser expulsos. Mas constatei algo interessante: muitos pais de calouros já não querem seus filhos nas repúblicas, temendo os tais “estágios” que ocorrem no decorrer do primeiro ano.
Busquei ilustrar o texto também com alguns exemplos de trotes praticados na Esalq, a partir do livro de Oriowaldo e citar casos polêmicos noticiados pela mídia.
Abaixo reproduzo o gráfico, cuja arte foi feita pelo Erasmo, chargista e ilustrador do JP.
A matéria está disponível no Dando Nota. Clique aqui.

Abraço a todos e bom domingo!
Se o blog sair do ar, a culpa é do wordpress 15/02/2009
Posted by Rodrigo Alves in Informática, Interrogação.Tags: blog fora do ar
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Gente, é o seguinte: tem um aviso estranho do WordPress aqui. Não entendi direito, está bem mal escrito e mal explicado, mas diz que haverá uma manutenção daqui X horas.
Então, se por acaso acessar o Dando Nota e perceber que aparece a mensagem “A Página Não Pode Ser Exibida”, não significa que o blog deixou de existir, ok? A culpa é do WordPress mesmo!
A mensagem que está na área administrativa é: We will be making some code changes in about 6 hours which will log you out of your WordPress.com account. They should only take a few seconds and you should be able to log in afterwards without any problems.
Abraço e voltem logo!
O futuro da música depois da morte do CD 13/02/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação, música.Tags: O Futuro da Música Depois da Morte do CD
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Você já parou para pensar como a música está presente na sua vida? Provavelmente sua resposta vai ser: muito. Mesmo que não queira, a qualquer momento estará passando pela rua e escutará alguma loja com as “Jovem Pan” da vida sintonizadas.
E se você for uma pessoa vidrada em música, como eu, provavelmente acorda com algum hit, passeia pela rua com o fone de ouvido e reserva parte do seu tempo à música. Se tem 25 anos ou mais, por mais que não gostasse de música, era obrigado às quartas-feiras a cantar o tradicional Hino Nacional Brasileiro… e por aí vai!
Pois é, mas o que às vezes não teorizamos é sobre a evolução da música e sua indústria. E foi justamente por isso que hoje, no caderno Fim de Semana, fiz a matéria Sem espaço na memória (Clique aqui e leia), que fala sobre o livro “O Futuro da Música Depois da Morte do CD“. Para a reportagem, ouvi Irineu Franco Perpetuo, co-organizador do livro, que está disponível gratuitamente para download na internet. A matéria está também no Dando Nota. Ouvi também figuras interessantes que falam da sua relação com a música: Carlos André Donzelli, vulgo Camarão, que ainda vai às lojas para comprar CDs; Karine Silva Faleiros, que até gostaria de comprar CDs, mas se acomodou com a tecnologia; o rapper Robson Ribeiro (Peqnoh), com uma visão mais ideologica sobre a indústria e Celso Rocha, produtor que está se desfazendo de seus CDs com preços simbólicos.
Depois de bancar o maluco da lauda e achar que o meu blog é um jornal impresso, ainda quero escrever mais um pouco. Ok, se quiser ler a matéria, desista de ler o resto. Ou se está cansado, que abandone o blog de vez! E antes que seja tarde: obrigado pela paciência, meus dedos são DDAs e não param de digitar!
Quero compartilhar com os leitores a história desta pauta.
Descobri o livro pela internet, assim que estava pesquisando a programação do Campus Party, conhecido evento de mídias digitais que aconteceu recentemente em São Paulo. Ali, havia o lançamento do tal livro. Guardei o endereço em meus favoritos e fiquei com o pensamento: vou esperar o livro ser lançado para pesquisar.
E assim que o material saiu, fiz o meu download e fiquei fascinado com as análises. Já estou quase no final da leitura.
E foi justamente por ter gostado do livro que estava prevista a recomendação aos bloguistas do Dando Nota. Só que o tempo foi passando e eu esqueci de postar aqui a dica.
Nessa de tempo vai, tempo vem, estava na reunião de pauta do JP e apresentei como sugestão para a página de Tecnologia. Eis que eu joguei lá o livro para ver no que dava e fiz o marketing dele. A minha editora Eleni Destro aceitou, mas de cara disse que seria uma matéria para a editoria de Cultura e não para Tecnologia, por se tratar de um livro que trata da mudança de comportamento da sociedade em relação a um bem cultural.
Até aí beleza e você deve estar se perguntando o motivo de a matéria ter saído no caderno Fim de Semana. Foi puramente por acaso. Ia entrar na quinta, mas chegou algo factual, e a pauta foi se desenvolvendo de uma forma que acabou ganhando a capa do Fim de Semana. É claro que as fotos também me ajudaram nesse processo.
Acho que é isso. Obrigado pela paciência… E se chegou até aqui, por favor, não deixe de ler a matéria. E se não for pedir muito, volte aqui e poste o seu comentário!
Três meses sem McDonald’s 14/01/2009
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: MCDonalds, Piracicaba
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Dia 30 de dezembro de 2008. Odeio cozinhar. À noite, quando estou com fome, assumindo a minha vida sedentária, ligo o forno e coloco alguns pães de queijo para assar, nuggets ou no máximo faço dois hambúrgueres no micro-ondas para juntá-los a dois pães de forma e maionese. Mas naquela noite, assim como outras tantas, estava com preguiça de lavar as louças e saí de casa, no Centro de Piracicaba, e segui lentamente até a avenida Armando de Salles de Oliveira, na esquina com a rua Dom Pedro 1º. O destino: o MCDonald’s da cidade, aonde chego, pego a fila e peço meu tradicional Quarterão (assim mesmo, sem o i). Saio de lá satisfeito, saciado, com prazer…
Dia 31 de dezembro de 2008. No último dia do ano, embora estivesse de folga, me dedico ao ócio. Por volta das 16h, saio de casa e para garantir a balada em São Paulo, vou até a rodoviária (bem ao lado do Mac), e compro minhas passagens. Agitado ou até descontraido demais, deixo de observar o símbolo do imperialismo norte-americano que já me tornei dependente desde a minha chegada a esta cidade, em 2001.
A caminho de casa, decido passar no banco para sacar money, dou uma volta pela rua Governador Pedro de Toledo e compro um vinho. Ao final, assisto ao seriado “Desperate Wousewives”, que adoro tanto, acompanhado das taças e do Dri, deixando que as horas passem. Com as horas chegam também aqueles ruídos no estômago que indicam a necessidade de algo a ser colocado no bucho. Olho para o relógio e concluo: ou tomo um banho e sigo até a rodoviária ou me alimento e perco o ônibus. Fico com a primeira opção…
Mas esta primeira opção não foi impensada. A caminho da rodoviária estaria o McDonald’s e lá passaria para comprar um Big Mac, Quarteirão ou ChedarMcMelt. Um dos três estariam na minha lista.
São quase sete horas da noite. Próximo algumas quadras do estabelecimento, percebo uma movimentação atípica. Não vejo carros, nem gente entrando ou saindo. Vou para mais perto e percebo: O Mac está mesmo fechado e vou para São Paulo com fome! Até aí, tudo bem: duas horas depois pude saciar meu apetite em um dos recintos de trashfoods no terminal Tietê. Pra quem tem fome qualquer coisa serve e me lambuzei com alguns pães de queijo com recheio de cheddar e polenguinho.
Vou para a minha balada na casa paulistana The Week, curto a virada ao máximo e sigo o ritual de volta. O ônibus desembarca em Piracicaba por volta das 10h30 e novamente à minha direita está o McDonald’s fechado. Penso: “que mal tem? Afinal, os funcionários daqui também são humanos e merecem festejar o primeiro dia do ano”.
A minha frase, na verdade, tem um certo sentimento de estranheza. Explico: no ano de 2007, embalado pelo mesmo ritmo, passei no McDonald’s no mesmo 31 de dezembro e abocanhei meu lanche. E quando regressei, dia 1º de 2008, estava aberto. Não encarei o fechamento em 2009 como teoria da conspiração contra a minha pessoa e conclui precipitadamente que o gerente resolveu dar folga aos funcionários e a si mesmo.
Depois de quase nove horas de puro sono, acordo faminto naquele 1º de janeiro. “Algum local para comer?”, pergunto à minha consciência. Ela rapidamente responde: “McDonald’s!”. Sim, aquele símbolo vermelho e amarelo realmente parecia ter me impregnado!
Seduzido mais uma vez pela fome, já com certa pressa, saio de casa e faço o mesmo caminho. E porta na cara: Mac fechado…
Para consolar, penso que a tal folga dos funcionários se estendeu até a noite. E que provavelmente todos estariam ali no dia seguinte, prontos para oferecer aquele vasto e nutritivo cardápio… mero engano!
Nos dias seguintes (2, 3 e 4, sexta, sábado e domingo), ao invés de queimar tantas calorias até a avenida Armando de Salles, resolvo usar a cabeça. Ligo na loja e ninguém atende. Penso mais uma vez e pimba: o logotipo do Mac, quando a casa está aberta, fica aceso. E pode ser avistado com toda sua nitidez pela janela do meu apê.
Olho rapidamente e percebo o sinal negativo. Estava mesmo fechado.
Para me consolar, resta ainda um argumento para justificar o fechamento do Mac. “Quase tudo na cidade emendou e o Mac também, oras. Na segunda, dia 5, vai estar aberto! E vou lamber os beiços! Pedir o número um, depois MC Twix e etc!”
O primeiro dia “útil” do ano começa (o tal dia 5, segunda-feira) e esqueço da minha big vontade. Vou até a redação do Jornal de Piracicaba e lá recebo a notícia: “o McDonald’s fechou!”, anunciou algum colega jornalista. “Meu Deus, como assim?”, pergunto. A resposta, parecia ensaiada, veio de mais pessoas: “E vai ficar três meses fechado!”. E eu, instintivamente, repito a minha pergunta, em tom de reprovação: “Como assim?”. Pra esta resposta, fiquei no silêncio. Ninguém soube o motivo.
Os dias passam e as informações ficam mais claras em minha cabeça. Descobro que a loja do Shopping Piracicaba está fechada e que também os dois quiosques de sorvete (no Centro e no shopping). Em meio a boatos aqui e ali, ouço que o proprietário, muito cheio da grana, desencanou do empreendimento. E que alguém, provavelmente com muita grana também, resolveu fazer a compra e que optou por uma reforma. E esta reforma demoraria três meses.
Prefiro pensar assim, nesta primeira versão. Porque aos poucos outras chegaram: a loja fechou definitivamente e a de que o período da reforma é de seis meses!
Bem, a história é esta. Não é nenhuma obra de ficção. Se você está lendo este post e é de fora de Piracicaba, me resta um apelo. Se vier para cá, me traz um Mac? Pode ser qualquer um… vou ficar feliz! Se está vindo e quer comer em qualquer loja do Mac, traz o seu na mala, aqui não tem mais!!!
Enquanto isso, me viro como posso: pão de queijo, hambúrguer ou quem sabe qualquer disk-pizza. Três meses sem McDonald’s. Prefiro pensar que são apenas três!
PS: Como sou desatento mesmo.
Acabo de dar um Google com as palavras Mac Donalds Piracicaba fechado e encontrei esta notícia do JP de 6 de janeiro:
Os dois restaurantes McDonald’s de Piracicaba estão fechados temporariamente desde o último dia 1º para a realização de reformas. Segundo a assessoria de imprensa do restaurante, a manutenção das unidades do Shopping Piracicaba e da avenida Armando de Salles Oliveira incluirá nova pintura, troca do mobiliário e substituição de todos os equipamentos da cozinha. A grande novidade, entretanto, fica por conta dos quiosques, que ganham o novo layout da rede.
A previsão do McDonald’s é que, ainda no primeiro trimestre de 2009, os dois restaurantes já devem estar reabertos e operando normalmente. Nesse período, os consumidores de Piracicaba poderão contar com os restaurantes do Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste, e da Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Americana.
Aberrações… 07/01/2009
Posted by Rodrigo Alves in Curiosidades, Interrogação.Tags: homens com bonecas, real doll
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Queridos bloguistas, deixo o link de uma reportagem da Revista Marie Claire, acredito que feita no ano passado. Esqueça assuntos como decoração, como emagrecer, decore sua casa… Não se trata disso.
A matéria – inusitada – sobre o fascínio que alguns homens têm sobre bonecas em tamanho virtual, ou melhor, mulheres artificiais (real doll, em inglês).
O exagero é tanto que alguns pagam até 7 mil dólares pelo objeto de consumo.
Óbvio, só poderia ser coisa de americano. E se tem que paga, tem quem lucra, claro. E responsávelo pelas bonequinhas é um tal de Matt McMullen.
Bem, não vou descrever tanto, porque do contrário posso estragar a reportagem. A intenção é que o leitor dê algumas risadas com as histórias, assim como eu.
Clique aqui para ler a reportagem Mundo Estranho – Eles vivem com bonecas
Abaixo-assinado pela preservação dos Bonecos do Elias Rocha e sessão de vídeo no Sesc 23/10/2008
Posted by Rodrigo Alves in Interrogação.Tags: abaixo-assinado, Bonecos do Elias, Elias dos Bonecos, Sesc
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Pessoas: vai ter amanhã (dia 24/10/08) a exibição do documentário “Os Bonecos do Elias dos Bonecos”, de Nordal Neptune. Vai ser às 20h30, no Sesc Piracicaba, free pass.
O material é muito bom, acabei de assistir aqui, porque tem a possibilidade de baixar o link pela Unicamp (clique aqui).
Porém, mesmo que você assista ao vídeo antes, como eu assisti, recomendo muito a ida ao Sesc Piracicaba nesta sexta.
Lá vai estar presente o pessoal do Fórum Permanente em Defesa das Tradições Populares de Piracicaba lançando oficialmente um abaixo-assinado a ser entregue ao exmo. sr. chefe do executivo.
A solicitação é muito justa: tratamento museológico aos bonecos do Elias Rocha, que já são poucos os que temos!
A versão para impressão do abaixo-assinado você pode baixar logo abaixo: ajude essa idéia se espalhar!
Vejos vocês por lá!
Deixo disponível a matéria que fiz sobre o acervo, pelo JP. Demora para carregar, mas carrega, ok? (Clique materia-elias-rocha)
PS:a foto acima é de minha autoria.
+ do mesmo
Blog do Fórum Permanente em Defesa das Tradições Populares
Arquivo .doc do abaixo-assinado (abaixo_assinado)
















