Identidade Caipira no Sesc Piracicaba – Programação 15/08/2009
Posted by Rodrigo Alves in Artes plásticas, Cinema, Gastronomia, música.Tags: Identidade Caipira, programação, Sesc Piracicaba
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ATELIÊ ABERTO
Encontro com artistas sobre o processo de suas obras
5 de setembro, das 14h às 17h
Gustavo Torrezan
12 de setembro, das 14h às 17h
Luciana Camuzzo
26 de setembro, das 14h às 17h
Cristina Libardi e Ana Palladino
LIVRO ABERTO
Destaque para livros com a participação de seus escritores e estudiosos
26 de agosto, às 19h
Jorge Anthonio Silva, autor de Wega Nery: A Balada Interior
9 de setembro, às 20h
Cecílio Elias Neto, autor de Dicionário Caipiracicabano
23 de setembro, às 20h
Romualdo Cruz, autor de A História das Artes Plásticas de Piracicaba
Hugo Pedro Carradore, autor de Os Caminhos de Almeida Júnior: o Criador do Realismo Brasileiro
CINEMA E VÍDEO
18 de agosto, às 20h
O Saci
25 de agosto, às 20h
A Marvada Carne
30 de agosto, às 10h
Chico Bento em Chico Mico
1º de setembro, às 20h
Tapete Vermelho
20 de setembro, às 10h
Chico Bento em Óia a Onça e Outros Casos
29 de setembro, às 20h
O Menino da Porteira
SHOWS MUSICAIS
14 de agosto, às 21h
Alessandro Penezzi
28 de agosto, às 21h
Lívio Tragtenberg, Oswaldinho do Acordeon, Pena Branca e Chico Lobo em O Casamento da Viola Caipira com a Sanfona
30 de setembro, às 20h
Blind Sound Orchestra e sanfoneiros José Rosa e Clara Mantovani tocam música ao vivo para o filme mudo Aitaré da Praia
ALIMENTO, CULTURA E SABOR
20 de agosto, às 15h
Degustação comentada com Eulâmpio Vianna (do programa Caminhos da Roça)
Fonte: Sesc Piracicaba
Cine Shopping Piracicaba: confira os valores dos ingressos promocionais 09/08/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Cine Shopping Piracicaba, Cinema Piracicaba, Cinematográfica Araújo, valores dos ingressos
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O Cine Shopping Piracicaba está com novos valores para entrada dos ingressos.
Segundo as recepcionistas, são preços promocionais (elas não souberam precisar quando a promoção termina, mas que o início foi em 31/07/2009).
A grande vantagem é que a Sala 3D está com os mesmos valores das demais salas.
Segunda-feira
R$ 8,00 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada)
Terça-feira e quinta-feira
R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Quarta-feira
R$ 5,00 (valor único)
Sexta-feira, sábado, domingo e feriado
Matinê – R$ 12,00 (inteira) e R$ 6 (meia-entrada)
Noite
R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada)
Cine Shopping Piracicaba reabre com Sala 3D 26/06/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Cine Shopping Piracicaba, Cinema, Cinematográfica Araújo
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Vinte e um dias sem cinema e uma espera que parecia uma longa fila para um filme de sucesso. Agora é pegar a pipoca e conferir de perto as novas instalações do Cine Shopping Piracicaba.
A grande novidade fica por conta da Sala 4, onde os freqüentadores receberão óculos especiais para assistir às produções com o sistema digital tridimensional.
A reabertura do espaço terá a projeção do filme A Era do Gelo 3 (o único com a tecnologia) para convidados hoje (26/06/09), durante a manhã. O público em geral poderá ver a animação protagonizada pelo mamute Manny e seus amigos Diego e Sid a partir das 13h.
Nas demais quatro salas, entram em cartaz Hannah Montana — O Filme, O Exterminador do Futuro: A Salvação e Transformers: A Vingança dos Derrotados).
Estimada em R$ 2 milhões, a reestruturação realizada pela Empresa Cinematográfica Araújo começa pelo hall de acesso ao cinema, que está mais clean e moderno, incluindo o mobiliário, café, bomboniere e banheiros.
Por toda a sala de espera estão amplas telas de LCD, que transmitem trailers dos filmes em cartaz e dos que estão por vir na programação.
Logo na bilheteria, monitores permitem a escolha das poltronas para cada filme. No período de espera é possível passear pelo shopping, no lugar de enfrentar a fila.
Em todas as salas aconteceram trocas dos carpetes, tela de projeção e sistema de som. As poltronas, agora reclináveis, são revestidas em couro ecológico e têm 15 centímetros a mais.
Nas duas últimas fileiras de cada sala, elas possuem os braços móveis, para acomodar casais. Além disso, estão mais altas para aumentar a visibilidade da tela. “A estrutura do cinema mudou 100%, seja no aspecto visual, de acomodação ou no atendimento”, garante o gerente Edson Boff.
A capacidade das salas 4 e 5 é de 269 lugares, enquanto as salas 1, 2 e 3 possuem 221 lugares.
Foram criadas rampas para acesso para deficientes e seis vagas para cadeirantes em cada uma delas.
+ do mesmo
Cine Shopping Piracicaba – valores dos ingressos
Cine Shopping Piracicaba – como comprar pela internet
Cine Shopping`Piracicaba – como funciona o sistema 3D
As fotos são de Marcelo Basso.
Cine Shopping Piracicaba – valores dos ingressos 26/06/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Cine Shopping Piracicaba, Cinema Piracicaba, Cinematogr
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Sala 3D
R$ 18 às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados (estudantes e idosos têm direito a meia-entrada);
R$ 16 às segundas, terças e quintas-feiras (estudantes e idosos têm direito a meia-entrada);
R$ 8 às quartas-feiras (para este dia não há desconto para estudantes, idosos);
Observação: O Cine Shopping não pratica valores diferenciados para a Sala 3D nas sessões matinês e noturnas.
Salas convencionais 1,2,3 e 5
R$ 12 (matinês) e R$ 14 (noite) aos fins de semanas e feriados;
R$ 10 (matinês) e R$ 12 (noite) às segundas, terças e quintas;
R$ 5 às quartas;
Observação: Há desconto de 50% aos estudantes e idosos (exceto nas sessões de quarta-feira, com preço único).
NOTA
A partir de 31/07/2009, o Cine Shopping está com valores promocionais (não é possível precisar até quando estes preços serão praticados).
A grande vantagem é que a promoção contempla a Sala 3D, que está com os mesmos valores das demais salas
Segunda-feira
R$ 8,00 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada)
Terça-feira e quinta-feira
R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
Quarta-feira
R$ 5,00 (valor único)
Sexta-feira, sábado, domingo e feriado
Matinê – R$ 12,00 (inteira) e R$ 6 (meia-entrada)
Noite
R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada)
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Cine Shopping Piracicaba reabre com sala 3D
Cine Shopping Piracicaba – como comprar pela internet
Cine Shopping Piracicaba – como funciona o sistema 3D
Cine Shopping Piracicaba – como comprar pela internet 26/06/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Cine Shopping Piracicaba, Cinema Piracicaba, Cinematográfica Araújo
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Para fazer a compra pela internet, é preciso entrar no site www.cinearaujo.com.br.
Logo na página inicial, abaixo do tópico Pesquisa de Programação, há o link Clique aqui e compre online.
Ao clicar sobre o texto, uma nova tela é carregada com as cidades que integram a rede Cinematográfica Araújo e você deve selecionar Piracicaba.
A página seguinte trará todos os filmes em cartaz e ao lado da descrição de cada um deles, a opção Comprar.
O processo final consiste na escolha da data e horário, escolha entre buscar o ingresso na bilheteria (neste caso para pagamento minutos antes da sessão) ou compra por cartão de crédito.
Para os usuários que não possuem cadastro no sistema Ingresso.com será necessário o preenchimento dos dados (incluindo números de documentos).
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Cine Shopping Piracicaba reabre com sala 3D
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Cine Shopping Piracicaba – como funciona o sistema 3D
Cine Shopping Piracicaba – Como funciona o sistema 3D 26/06/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Cine Shopping Piracicaba, Cinema Piracicaba, Cinematográfica Araújo
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As sessões com projeção tridimensional — como as que vão acontecer a partir de hoje (26/06/09), na sala 4 do Cine Shopping Piracicaba — permitem ao espectador a sensação de estar mais próximo de uma cena e em determinadas ocasiões, até dentro dela.
Se um tiro é disparado, a impressão é que ele vai lhe acertar; se uma torta for jogada, passará muito próxima à sua cara . E é claro, numa sessão destas corre-se o sério risco de ficar com a adrenalina a mil com as velozes corridas.
O 3D é um sistema que engana o cérebro e faz que ele transmita aos olhos a sensação de estar no ambiente da cena. Na prática, o que ocorre são duas projeções simultâneas do mesmo filme.
O óculos tridimensionais funcionam como um filtro, sendo que a lente esquerda capta uma sequência e a direita, outra. Cada olho enxerga uma imagem diferente e o cérebro as combina em uma única imagem.
Na tarde de ontem (25/06/09), o técnico Luiz Gonçalves Pires fazia todos os testes para o funcionamento do sistema.
Segundo ele, os filmes 3D atuais são animados por computador e chegam ao cinema por meio de um HD, que é acoplado ao projetor, que depois faz a conversão do sinal digital. “Com a tecnologia, um comercial pode chegar num simples pen drive”, conta.
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“Lula, O Filho do Brasil” tem participação de ex-ator do Andaime 21/02/2009
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: ator Paulinho Farias, Grupo Andaime de Teatro, Lula, o Filho do Brasil
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Estou um pouco distante deste blog, apesar das atualizações terem acontecido diariamente. Quando digo distante, me refiro a comentários sobre o dia-a-dia, posts das matérias que faço e as minhas impressões, etc. Não comentei aqui ainda o motivo de falta de tempo, mas é que desde 2 de fevereiro estou em dupla jornada profissional: de manhã, acordo as 5h50, pego o ônibus sentido Terminal da Paulicéia e depois rumo a Saltinho, cidade com pouco mais de 7.000 habitantes e distante alguns minutos de Piracicaba. Lá, assumi a vaga de assessor de comunicação da Câmara de Vereadores. A vaga foi criada em novembro do ano passado e em janeiro me chamaram para uma entrevista. Aceitei o desafio e estou achando o máximo, mas tenho dormido cedo para ter energia e me dedicar ao máximo, já que o meu trabalho começa do zero, afinal nunca houve assessoria de imprensa naquele órgão público.
Ao meio-dia pego outro ônibus, desta vez de volta, e paro na avenida Luciano Guidotti, por volta das 12h30. Almoço por ali mesmo, num restaurante bem tabajara, e entro no máximo 13h30 no Jornal de Piracicaba, onde estou desde 21 fevereiro de 2007 (olha só, hoje faz 2 anos de trampo!).
Saio do JP um pouco tarde e em casa ainda sobram alguns afazeres domésticos. Logo, televisão e computador servem apenas como objetos do meu micro-apê.
Lá em Saltinho acompanho às sessões da Câmara nas terças-feiras, às 19h30, por isso nesse dia eu trabalho de manhã no JP e saio por volta das 17h30/18h para Little Jump. Na quarta é tudo muito corrido, pois tenho que escrever as matérias da sessão para enviar aos jornais locais, em especial dois: O Verdadeiro (que é de Rio das Pedras, mas cobre Saltinho) e A Folha de Saltinho, sem contar a atualização do site, que em breve será reformulado, afinal de contas quero dar a minha cara ao endereço.
Mas tem sido muito bom voltar à política, que amo desde criança, não preciso nem falar que é por causa de influências paternas, já que meu pai foi vice-prefeito da minha cidade (Inconfidentes) e minha mãe é uma politiqueira de mão cheia (um dia ela cria coragem e se candidata a algo por lá). Segundo a mani, o meu pai está todo todo de eu ter assumido a vaga…
O desafio tem sido ainda maior em conciliar duas áreas distintas. Totalmente opostas, diga-se de passagem.
NO JP…
Depois de muitos rodeios, neste sábado de pseudo-folga encontrei um tempinho para contar como foi a semana.
Confesso que o Carnaval atrapalhou um pouco as pautas da redação. Esta semana mesmo só fiz uma matéria que digamos assim foi sugestão minha. As demais foram pautadas pela minha editora, Eleni Destro, que sempre salva a pele dos repórteres nas horas de sufoco.
A única pauta que apresentei foi publicada hoje no caderno Cultura e é sobre o ator Paulinho Faria, 31, que fez parte do Grupo Andaime de Teatro. Ele está em São Paulo faz nove anos e conseguiu um trampo no badalado filme “Lula, o Filho do Brasil”, que será lançado em 8 de janeiro de 2010 e que fala da vida do nosso presidente da república, desde a sua infância pobre no Pernambuco, até sua ascensão como sindicalista.
O mais engraçado foi a forma como fiquei sabendo da participação do Paulinho Faria no filme. É que na segunda-feira, 16, fui a São Paulo participar do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, a convite do Barbosa Neto, ator do Grupo Andaime de Teatro, que concorria na categoria Melhor Espetáculo do Interior.
Durante a cerimônia, no Espaço Parlapatões, o Paulinho estava com o Antônio Chapéu, diretor do Andaime, e sentou ao meu lado. Não trocamos nenhuma ideia, mas na hora o reconheci. Ele não se lembra, é claro, mas em 2001 eu fui assistir ao espetáculo “Lugar Onde o Peixe Pára”, em que interpretava o personagem Denirso. Ao final da peça, uma grande amiga minha o encontrou, nós fomos para um bar e bebemos todas. Depois, todos com fome, tradicionalmente vieram para o Sans Souci, no meu micro-apê anterior, para comer o pão de queijo. Era vício entre os meus amigos e quase um ritual passar em casa no fim da balada para comer o pão de queijo (diga-se de passagem, da marca Perdigão, e não o tradicional mineiro). E o Paulinho veio também, mas ele não se lembra. É claro, naquela altura do campeonato todos estavam com muitas Skols na cabeça… totalmente aceitável.
Mas enfim. Acontece que depois da cerimônia o povo de Piracicaba se dividiu em dois: uma turma foi comer numa cantina italiana, por sugestão da atriz, professora universitária e jornalista Patrícia Leonardelli, que fez parte do júri do Fentepira e nos recepcionou em Sampa; e a segunda leva seguiu com o Paulinho, para comer pizza num outro lugar.
Quando estávamos indo embora, na van, o Chapéu quase que dormindo soltou que o ex-Andaime estava participando do filme “Lula, o Filho do Brasil”. Na hora não acreditei muito, levando em conta o nível etílico de boa parte da trupe e também o cansaço.
No dia seguinte, quando estava na redação e me dei conta que não possuía nenhuma pauta para apresentar, arrisquei essa, mas a Eleni deixou claro que eu precisaria da confirmação com o Chapéu. E assim eu procedi: liguei no NUC, falei com o Chapéu, a esta altura do campeonato já são e salvo, provavelmente com ressaca… risos
Fiz o contato com o Paulinho e a entrevista rolou legal. A matéria está aí, para quem quiser conferir. Clique aqui. O Paulinho tem ainda um blog, chamado O Pankada.
Bem, é isso. Agora vou voltar para a tela do BROffice fazer as matérias da Câmara de Saltinho, uma vez que não trabalho lá nem na segunda e nem na terça, mas os jornais precisam que eu mande os releases do mesmo jeito, já que não deixarão de circular. Não bastasse isso, amanhã à noite estarei em plena avenida Armando de Salles Oliveira. Calma aí! Eu não vou desfilar, mas fui escalado para cobrir o desfile de Carnaval.
Nossa gente, este post está péssimo, totalmente descordenada a ordem dos parágrafos. Peço desculpas para quem teve a paciência de ler até o final.
Um grande abraço a todos!
Depois de muitos rodeios, neste sábado de pseudo-folga encontrei um tempinho para contar como foi a semana.
Confesso que o Carnaval atrapalhou um pouco as pautas da redação. Esta semana mesmo só fiz uma matéria que digamos assim foi sugestão minha. As demais foram pautadas pela minha editora, Eleni Destro, que sempre salva a pele dos repórteres nas horas de sufoco.
A única pauta que apresentei foi publicada hoje no caderno Cultura e é sobre o ator Paulinho Faria, 31, que fez parte do Grupo Andaime de Teatro. Ele está em São Paulo faz nove anos e conseguiu um trampo no badalado filme “Lula, o Filho do Brasil”, que será lançado em 8 de janeiro de 2010 e que fala da vida do nosso presidente da república, desde a sua infância pobre no Pernambuco, até sua ascensão como sindicalista.
O mais engraçado foi a forma como fiquei sabendo da participação do Paulinho Faria no filme. É que na segunda-feira, 16, fui a São Paulo participar do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, a convite do Barbosa Neto, ator do Grupo Andaime de Teatro, que concorria na categoria Melhor Espetáculo do Interior.
Durante a cerimônia, no Espaço Parlapatões, o Paulinho estava com o Antônio Chapéu, diretor do Andaime, e sentou ao meu lado. Não trocamos nenhuma ideia, mas na hora o reconheci. Ele não se lembra, é claro, mas em 2001 eu fui assistir ao espetáculo “Lugar Onde o Peixe Pára”, em que interpretava o personagem Denirso. Ao final da peça, uma grande amiga minha o encontrou, nós fomos para um bar e bebemos todas. Depois, todos com fome, tradicionalmente vieram para o Sans Souci, no meu micro-apê anterior, para comer o pão de queijo. Era vício entre os meus amigos e quase um ritual passar em casa no fim da balada para comer o pão de queijo (diga-se de passagem, da marca Perdigão, e não o tradicional mineiro). E o Paulinho veio também, mas ele não se lembra. É claro, naquela altura do campeonato todos estavam com muitas Skols na cabeça… totalmente aceitável.
Mas enfim. Acontece que depois da cerimônia o povo de Piracicaba se dividiu em dois: uma turma foi comer numa cantina italiana, por sugestão da atriz, professora universitária e jornalista Patrícia Leonardelli, que fez parte do júri do Fentepira e nos recepcionou em Sampa; e a segunda leva seguiu com o Paulinho, para comer pizza num outro lugar.
Quando estávamos indo embora, na van, o Chapéu quase que dormindo soltou que o ex-Andaime estava participando do filme “Lula, o Filho do Brasil”. Na hora não acreditei muito, levando em conta o nível etílico de boa parte da trupe e também o cansaço.
No dia seguinte, quando estava na redação e me dei conta que não possuía nenhuma pauta para apresentar, arrisquei essa, mas a Eleni deixou claro que eu precisaria da confirmação com o Chapéu. E assim eu procedi: liguei no NUC, falei com o Chapéu, a esta altura do campeonato já são e salvo, provavelmente com ressaca… risos
Fiz o contato com o Paulinho e a entrevista rolou legal. A matéria está aí, para quem quiser conferir. Clique aqui. O Paulinho tem ainda um blog, chamado O Pankada.
Bem, é isso. Agora vou voltar para a tela do BROffice fazer as matérias da Câmara de Saltinho, uma vez que não trabalho lá nem na segunda e nem na terça, mas os jornais precisam que eu mande os releases do mesmo jeito, já que não deixarão de circular. Não bastasse isso, amanhã à noite estarei em plena avenida Armando de Salles Oliveira. Calma aí! Eu não vou desfilar, mas fui escalado para cobrir o desfile de Carnaval.
Nossa gente, este post está péssimo, totalmente descordenada a ordem dos parágrafos. Peço desculpas para quem teve a paciência de ler até o final.
Um grande abraço a todos!
Conselho de Cultura de Piracicaba 27/12/2008
Posted by Rodrigo Alves in Artes plásticas, Cinema, Literatura, Teatro, música.Tags: Conselho Municipal de Cultura de Piracicaba, política cultural
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Em 2004, para ser mais mais preciso no dia 17 de junho, acompanhei a posse do Conselho Municipal de Cultura. Ela ocorreu no Engenho Central em clima de grande festa.
Lá estavam José Machado (prefeito na ocasião), Heitor Gaudenci (ex-secretário da Ação Cultural) e quem mais importava e chamava atenção: Gilberto Gil.
A vinda de Gil causou muito barulho na região e até foi acompanhada pela imprensa da região. De fato, foi uma ótima forma que o PT quis fazer para mostrar sua força junto ao governo federal em plena ascendência.
Barulho ali, barulho aqui e muitas matérias a respeito. Falava-se que Gil viria para anunciar uma verba ao Engenho Central, demois desmentia-se, depois era para o Salão de Humor, depois não mais.
E por fim Gil começou a dar um verdadeiro baile na trupe petista. Vinha na segunda, depois não mais; depois na terça, e nada! Até que ele chegou mesmo era em plena quinta-feira, quando quase todos estavam desacreditados!
E por incrível que pareça, ele veio mesmo para dormir nos ombros de Machado. É isso meus amigos bloguistas: me lembro muito bem da cena. A Congada do Divino se apresentando e o Gil cochilando nos ombros do Machado. Foi das cenas mais engraçadas!!!
Mas este post vem para falar de uma das únicas ações de Gil na época: empossar o Conselho Municipal de Cultura de Piracicaba.
Participei de todas as discussões para a criação do conselho, vi o empenho de algumas entidades como o Grupo Andaime – representado por Antônio Chapéu -, o Sesc Piracicaba (com Cleusa Galvani) e por pessoas como o artista plástico Tony Azevedo.
Acontece que a tranquilidade baiana pairou sobre a primeira gestão do conselho, que se encerrou com um grande dilema: por conta da transição dos mandatos Machado-Barjas, ficou sem 16 membros, já que dos 32, 50% precisavam ser indicados pelo poder público.
Os integrantes esperaram a indicação de Rosângela Camolese para a Secretaria da Ação Cultural (em 2005) e mais ou menos entre abril ou maio ela indicou os tais nomes. Em resumo: o conselho atuou cinco meses em 2004 e apenas sete em 2005. E depois de um certo tempo eles reivindicaram uma mudança na lei.
O argumento era de que a entidade não atingia quórum nas reuniões.
Bem, na época eles achavam que mudando de 32 para 24 tudo ficaria mais calmo. E não foi o que ocorreu. Acontece que são 24 membros titulares e mais 24 suplentes. Antes eram 32 titulares e 32 suplentes.
O segundo conselho entrou em cena este ano e ficou sem realizar pelo menos 4 reuniões por causa da ausência dos membros do poder público, já que muitos não compareceram. Diminuir novamente o número seria uma solução? Bem, não tenho esta resposta e nem o próprio conselho.
Toda esta história eu coloquei aqui no Dando Nota porque ela não está presente na matéria que fiz hoje para o Jornal de Piracicaba, com o título Crise na Cultura. Como diz Marcela Benvegnu, “é muita informação!!!” e nem tudo coube na matéria sobre os atuais problemas do conselho. Vale dizer que a atual formação já está com uma visão mais madura sobre o seu papel representativo e só está preocupada em fazer as reuniões realmente acontecerem!
Se você se interessou sobre o assunto ligado à política cultural da cidade, essencial para que a cultura se desenvolva de forma participativa, pode ler a matéria em Minhas Matérias, ou clicando aqui
Cineastas criam portal Tela Brasil 04/12/2008
Posted by Rodrigo Alves in Cinema, Informática.Tags: Cinema, Laís Bodanzky, Tela Brasil, www.telabr.com.br
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Está no ar o site Tela Brasil (www.telabr.com.br), criado pelo cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi (ambos do excelente filme ”Bicho de Sete Cabeças”). O portal vem para contribuir com a formação e informação do público que aprecia o cinema em nosso país. Iniciativa em boa hora.
Hoje dei uma bisbilhotada no endereço e vi que a qualidade está excelente. O formato está mesmo atrativo e bastante teen, o que por sinal deve cativar esse público, uma das intenções de Laís e Luiz.
O conteúdo se divide em botões como oficinas itinerantes, oficinas virtuais, sobre nós, em sala de aula, notícias, timeline, entre outros.
Em oficinas virtuais, por exemplo, serão oferecidos cursos de roteiro, produção, direção, fotografia, trilha sonora, montagem, pós-produção e até de exibição. Depois de ter contato com o material teórico, o internauta é convidado a fazer alguns exercícios para testar se realmente aprendeu. Tudo de graça!
Como a intenção é dar ao produto também o caráter pedagógico, o link em sala de aula oferece materiais de apoio de filmes brasileiros especialmente desenvolvidos para serem trabalhados em sala de aula, dvidido em fundamental 1 e 2 e ensino médio. A iniciativa tem apoio da Fundação Telefônica.
Segundo Laís, no release que recebi hoje: “A idéia é convidar o internauta a experimentar formatos, quase como brincadeiras, e sensibilizá-lo para a produção do conteúdo audiovisual”.
Pegue sua pipoca, tenha uma boa sessão e aprenda!!!www.telabr.com.br
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“Ensaio sobre a cegueira” – meus comentários 09/11/2008
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Ensaio sobre a cegueira, filme
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O filme ”Ensaio sobre a Cegueira” (no original “Blindness”) é a perfeita leitura para as telas de uma obra literária. Na literatura, veio pelas mãos do escritor português José Saramago (vencedor do Prêmio Nobel em Literatura), e no cinema pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles.
A produção foi escolhida para abrir o 61º Festival de Cannes e mostra que o diretor é capaz de militar em diferentes áreas, lembrando o sucesso que foi também ”Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel“. Três são as semelhanças entre estas produções: o aspecto humanitário de seus enredos, a repercussão internacional e o fato de todas partirem da literatura.
Ao abordar uma suposta “cegueira branca” que assola a humanidade e se propaga rapidamente, Meirelles se preocupou com a direção de fotografia. As cenas recebem um branco especial, têm um tom tênue e ora mais escuro. Algumas imagens incomodam a tal ponto que a vontade é sair do cinema, mas o enredo prende até o final e dá a sensão de que apenas uma sessão não é suficiente.
Como a cegueira se propaga de tal forma, as pessoas contaminadas são isoladas num hospital abandonado e em condições desumanas, lembrando muito os manicômios do passado. Lá eles se afastam de todo e qualquer tipo de comunicação com o mundo externo. E sofrem com a escassez de comida e higiene.
Alice Braga, a atriz brasileira, tem pouco destaque. O galã Gael Garcia Bernal demora a surgir na trama, mas quando aparece mostra sua face dominadora. Se em “Diários de Motocicleta” encena o líder revolucionário Che Guevara, em “Ensaios…” é um facista que tenta dominar as pessoas ao seu redor porque conseguiu deter a comida que chega aos poucos naquele hospital.
A grande estrela é Julianne Moore (de “As Horas”). Esposa de um oftalmologista que é o segundo contaminado pela cegueira branca depois de atender o primeiro paciente contaminado, ela é a única que não foi atingida pela peste, mas prefere ocultar tal fato para se infiltrar no grupo como se fosse um deles, para ajudar o marido. Se torna, então, uma espécie de guia dos cegos.
Mas enxergar nesse universo não significa estar com o poder. Com a chegada do personagem de Gael, Julienne é apenas mais uma vítima. Vive como se estivesse cega e se entrega à dominação do grupo ligado a Gael, que explora sexualmente as mulheres em troca de alimento.
“Ensaio sobre a Cegueira” mostra como a sociedade pode ser tão brutal diante de uma dificuldade, aborda a forma como as pessoas se corrompem e a esperança que paira sobre o lugar. Tudo com muita sensibilidade. É um filme para ser visto e revisto várias vezes, para que cada um reflita sobre a nossa sociedade.
+ do mesmo
Estadão: ‘Blindness’, de Meirelles, não é fácil, mas intrigante e bem feito
IOL: Saramago: Emocionei-me ao ver o Ensaio sobre a Cegueira
Tribuna do Norte: Um Ensaio sobre a cegueira de nós mesmos
Cosmo Online: Filme Ensaio sobre a cegueira causa polêmica
Globo.com: Ensaio sobre a cegueira é deprimente, diz Times
Site oficial do filme
Aos piracicabanos leitores deste blog, vale lembrar que a produção está em cartaz no Cine Shopping Piracicaba e terá uma semana de exibição gratuita no Cine Humberto Mauro da Unimep, de 24 a 29 de novembro, de segunda a sexta às 9h, 15h e 19h30.

Crítica da France Presse, por ocasião do lançamento em Cannes
“Metáfora da sociedade humana, de um suspense angustiante, o filme de Meirelles faz do espectador uma testemunha da violência e o convida a refletir sobre o ser humano e seus mais baixos instintos, além da sua capacidade de amar e seu senso de responsabilidade.
Contudo, em meio a esta violência extrema e de caráter quase apocalípticos da história, Meirelles encontra momentos para expressar ternura e até mesmo humor”.
Vídeos
José Saramago chora na estréia de filme
Fernando Meirelles comenta reação de Saramago
Clipe do filme
Última Parada 174 – meus comentários 02/11/2008
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Ônibus 174, Última Parada 174, Cinema, filme
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Outro dia, ao ler no site Adoro Cinema sobre o documentário Ônibus 174, encontrei a seguinte definição sobre a produção, comparando-a ao filme Cidade de Deus: “Se Cidade de Deus é um soco no estômago, Ônibus 174 é um sacolejo na nossa alma”, disse Tati Soares, na crítica do leitor.
Agora, com o filme “Última Parada 174″ fico me perguntando qual melhor frase o define. Não é um soco no estômago, mas sacoleja sim a alma. Deixa a gente com uma sensação estranha quando os créditos sobem. Talvez a esperança de que na ficção haveria um desfecho feliz para Sandro do Nascimento, ou Alê, o jovem que provocou o assalto e foi vítima da Chacina da Candelária.
“Última Parada 174″, de Bruno Barreto, é um filme que mata aos poucos. Ou seja: mostra uma morte lenta e gradual do personagem real, o menino Alê, a partir de um enredo que funde o imaginário com o real.
O Alê do filme é um menino viveu a partir de impulsos. Ao invés de ir para a escola, pegou o dinheiro do passe de ônibus e entou numa balsa para conhecer a tão sonhada Copacabana. Digo a tão sonhada porque nos minutos anteriores a esta cena, o espectador presencia a morte da mãe de Alê e um comentário dela ao garoto quando havia comprado uma birosca na favela: “um dia vamos para Copacabana”. Como morreu tragicamente e não pôde realizar o sonho do filho, ele o fez por conta própria, na ingenuidade.
Ainda nos minutos iniciais, o garoto está na balsa com os cadernos na mão admirando a imensidão do mar, com olhar de esperança. Neste momento, Bruno Barreto traduz em apenas um gesto o ato do abandono do estudo: o caderno de Alê escapa de suas mãos e cai no mar. Uma cena rápida, mas carregada de simbolismo e poesia.
Na rua, o garoto se depara com personagens da mesma idade. E passa viver aquela realidade com olhos de curiosidade, sem saber que ao abandonar a tia, disposta a criá-lo, se matava aos poucos: desde a primeira cheirada de cola, ao ato de dormir desprotegido, o primeiro beijo…
Aliás, Barreto consegue de uma forma única mostrar o rito de passagem da infância para a adolescência em uma simples cena do garoto deitado, dormindo, e depois acordando, dez anos mais velho e já adepto da vida na rua.

Alê (ou Sandro) é mais um coitado, uma vítima do sistema pela ótica cinematográfica de Barreto. Por estar nas ruas, conhece pessoas com o espírito malandro e assim vai se envolvendo, aos poucos se tornando um deles: nada mais natural para um menino de rua, assim como sua morte poderia ter sido por uso abusivo de drogas, ou por se infiltrar no crime, ou coisa parecida.
Barreto mostra ainda a rebeldia do garoto, que teve a oportunidade de aprender a ler e escrever, mas se negou. Entre as cenas, me recordo daquela em que a diretora de uma ONG tenta mostrar-lhe a importância da leitura. Aliás, esta cena é muito rápida, mas muito bem elaborada: após o ataque da Candelária, Alê liga para a diretora da ONG, que leva os garotos para um abrigo. Lá, eles começam a assinar algumas faixas como sinal de protesto e o menino fica isolado por não saber escrever. Diante da insistência da “dona” para que aprendesse, desce o morro e se encontra com outros garotos. Com dinheiro roubado, compra alguns papelotes de cocaína e começa a consumí-las. Minutos depois, está novamente nas ruas.
O que tenho tentado mostrar com estes exemplos a partir de cenas do próprio filme, é que Barreto faz uma leitura simples do episódio, sem tirar dele a importância e sem menosprezar a repercussão: mostra uma vida que vai se entregando aos poucos à morte.
A cena do assalto ao ônibus evidencia bem isso: era para ser apenas um assalto, mas de susto tomou as grandes proporções. Aliás, este episódio toma poucos minutos do filme, acredito que apenas dez minutos no máximo, e na minha opinião foi um dos poucos momentos que o cineasta tentou ser fiel ao episódio: acabou sendo previsível. Em suma: é + ou – aquilo que a gente viu na TV e no doc.
Barreto viaja na história da mãe em busca do filho. Em alguns momentos, até confunde o leitor com a criação de dois personagens com o mesmo nome e idade: ambos são Alês. O primeiro, filho de uma mãe drogada, foi pego por um traficante como pagamento de dívida e criado na favela por uma mulher qualquer. Desde cedo aprendeu a lidar com o crime. O segundo é o Alê real que provocou o assalto, que morava na favela, perdeu a mãe quando criança e partiu para as ruas. Aos poucos entra para o crime, influenciado pelo outro Alê, a quem conhece na Candelária. Vai parar na Febem e por aí o enredo se desenrola.
São esses dois Alês que motivam a entrada de uma mãe desesperada no enredo do filme. Dez anos depois, “convertida a Deus”, parte em busca do filho. E ao invés de encontrar o verdadeiro, encontra o Alê órfão, que se aproveita da situação. E por aí as histórias de “desencontros” desta mãe vão se cruzando até o final.
Confesso que saí do cinema menos indignado do que quando assisti “Ônibus 174″, mas isso sem querer desmerecer a obra de Barreto, que tem seu potencial para garantir a vaga ao Oscar.
Se Ônibus 174 é um sacolejo na nossa alma, Última Parada 174 mostra de uma forma ficcional as poucas possibilidades de vida de um menino de rua, que morre aos poucos.
+ Do Mesmo
Crítica de Luciana Trigo no G1
Crítica de Geo Eusebio no Cine Players
Crítica de Todd McCarthy sobre a disputa ao Oscar
Making of e trailer
A vida após o Ônibus 174 29/10/2008
Posted by Rodrigo Alves in Cinema.Tags: Ônibus 174, Entrevista
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Sou fascinado pelo filme “Ônibus 174″, como vocês puderam perceber nos posts anteriores deste blog. Também recebi com muita empolgação a notícia do filme “Última Parada 174″ e fiz questão de assistir esta semana. Em breve deixo aqui meus comentários, mas já adianto que amei e recomendo para todos aqueles que gostam de uma sessão deprê, porque a história é mesmo muito pesada.
Este post tem ligação com o Ônibus 174, não o documentário ou o filme, mas sim com o fato real em si.
Esta semana estava indo ao Jornal quando uma das “fiéis” da Igreja Universal me entregou o Folha Universal, acreditem ou não o maior jornal em termos de tiragem: 2.670.250 exemplares.
Caiu na rede, é peixe claro. Como jornalista não iria deixar de apreciar o conteúdo do impresso, mesmo que ele sirva aos interesses de um grupo religioso. E também estava a caminho do trabalho, sem nada em mãos para ler…
Mas o fato é que eu me deparei com uma surpresa, senão várias. Primeiro porque percebi que o jornal possui matérias interessantes, como uma que trata da crise norte-americana. E segundo porque me deparei com uma entrevista de qualidade, realizada com Janaína Lopes Neves, uma das meninas que estava no Ônibus 174 quando aquele incidente aconteceu. A primeira coisa que veio em mente antes de ler o conteúdo foi: na certa a menina virou evangélica e colocaram ela aí para dizer palavras de paz… mas eu me enganei!
Apesar que nas entrelinhas é fácil perceber que duas perguntas forçam um pouco para o aspecto religioso, gostei do conteúdo da entrevista.
Logo, resolvi entrar no site da Folha Universal e copiar a entrevista de lá, na íntegra. Quem tiver um tempinho, for apaixonado pelo tema como eu, fique à vontade para conferir.
Ao final do post eu coloco alguns links com notícias sobre o episódio, para quem quiser relembrar.
Abraço!
A vida após o Ônibus 174Por Guilherme Bryan
guilherme.bryan@folhauniversal.com.brJanaína Lopes Neves é uma das 11 pessoas que ficaram reféns, na noite de 12 de junho de 2000, do seqüestrador do ônibus 174 (Central-Gávea), o menino de rua Sandro Barbosa do Nascimento, no Rio de Janeiro.
O episódio, que chocou o País, durou 5 horas e serviu de tema para o documentário “Ônibus 174” (2002), de José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”, e para o filme de ficção “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, que estréia dia 24 deste mês e tenta uma vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009.
Então estudante de 23 anos, Janaína teve um revólver apontado para a cabeça e foi obrigada a escrever nas janelas do ônibus, com um batom vermelho, as frases: “Ele vai matar geral às 6 horas” e “Ele tem pacto com o diabo”.
Ela sobreviveu, mas uma das reféns e o próprio seqüestrador morreram naquela noite. Hoje, Janaína continua morando no Rio de Janeiro, é formada, trabalha com Recursos Humanos e pretende publicar os diários onde anotou as lembranças do episódio.
Depois de 8 anos, o seqüestro do ônibus 174 ainda a perturba?
Eu não tenho fantasmas e esse episódio não é um tormento para mim. Rezo muito pelo Sandro e pela Geísa (Firmo Gonçalves, professora primária, então com 20 anos, e única vítima fatal entre os seqüestrados, que, por um erro, tomou um tiro da polícia e três do seqüestrador). Hoje, as pessoas me reconhecem menos nas ruas, mas no começo algumas até me abordavam como “a menina do ônibus”.
Quais são as lembranças daquele episódio que ficaram mais fortes?
Uma cena marcante é quando a polícia entrou no ônibus e uma multidão veio em nossa direção e começou a gritar para saber como estávamos. Outra, é quando, depois de o Sandro descer do ônibus, eu estava abaixada e, escutando a confusão, me levantei e vi a Geísa sendo carregada pelos bombeiros. É algo que não sai da minha cabeça.
Em algum momento você achava que o Sandro mataria todos vocês?
Em todos os momentos pensei nisso. Só deixei de acreditar nele na hora em que fez com que eu simulasse minha morte, falou que não me mataria e foi para trás do ônibus. Foi quando algumas pessoas perceberam também que ele queria que elas fingissem.
Como você avalia a ação da polícia no desfecho do seqüestro?
Não foi só uma questão de polícia. O Governo interferiu muito nas decisões e, pelo que li, queria que o bandido fosse eliminado no ônibus. Quando o Sandro desceu, ele estava cansado e se rendendo. Acredito que não mataria a Geísa caso o Governo e a polícia tivessem agido de outra maneira e, se o policial, que estava sem treinamento, não tivesse atirado. Havia um estresse muito grande das pessoas fora do ônibus. Mas dentro, por mais que ele fosse o bandido, não foi violento nem machucou alguém.
De onde você tirou forças para não se desesperar?
Ajudaram a terapia que eu fazia e meu lado espiritual. Senti que minha mãe, já falecida, estava comigo. Tentava rezar, mas não conseguia concluir a oração, e pensava muito em meus avós, que poderiam estar vendo pela televisão, como de fato viram. Sinceramente, nem acredito que tive tanta calma.
Você sentiu raiva do seqüestrador?
Em momento algum. Só dava para sentir medo. Eu também tentei me colocar no lugar dele para entender o que estava acontecendo. Depois, raiva é algo que faz mal e não tinha motivo para germinar esse sentimento. Hoje, posso sentir pena pelo que ele foi e pelo que se tornou. Ele não teve oportunidades.
Como foi voltar à rotina?
Eu fiquei uma semana em Campo Grande (MS, onde nasceu) e, quando voltei ao Rio de Janeiro, fiquei bem tensa e com medo de pegar ônibus. O fato de fazer terapia me ajudou a não entrar em pânico e a tocar a vida normalmente. Perder o medo foi um dos motivos pelo qual quis continuar no Rio. Inclusive, mais ou menos uns 2 anos depois, eu peguei uma única vez o ônibus 174 (que já havia mudado de número para 158) e foi bem estranho. O ônibus estava cheio. Eu não consegui sentar e fiquei observando cada movimento das pessoas.
Como você se protege da violência do Rio de Janeiro? Como avalia a segurança na cidade?
Eu me tornei mais retraída e um pouco mais cautelosa. Evito sair à noite e, quando saio, procuro ficar no bairro onde moro. Se for voltar tarde, pego um táxi. Se estou num ônibus e me passa pela cabeça que alguém pode ser um assaltante, eu desço. Não acho que a cidade esteja tão segura. Ainda falta mais policiamento e treinamento para os policiais, pois não adianta colocar muitos deles nas ruas se não souberem como lidar com situações de perigo.
O que você acha dos filmes a respeito do caso do ônibus 174?
Eu assisti o documentário três vezes e duas das coisas que mais gostei foram que o José Padilha não fez os reféns como vítimas e criou um paralelo entre a vida do Sandro antes e durante o seqüestro. O filme do Bruno Barreto eu ainda não assisti.
Quais lições esse episódio deixou para você?
Respeitar o ser humano e aproveitar o dia, porque ele passa.
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